O canto e a vida das quebradeiras de coco do Maranhão

Palavras-chave: Cantos, Quebradeiras de coco, Maranhão

Resumo

Este trabalho analisa o universo sociocultural das “quebradeiras” de coco babaçu do Maranhão, através de uma coletânea de cantos, para tentar entender por outro prisma alguns elementos que compõem suas visões de mundo. Para tanto, faz uma leitura histórica sobre a organização sociopolítica dos grupos de mulheres no território maranhense, nas últimas décadas. Em seguida, o texto se debruça sobre as músicas, compiladas em um livro, intitulado Canto e encanto nos babaçuais. Músicas sob domínio popular selecionadas por ‘As Encantadeiras’.... Um dos principais objetivos é buscar nos cantos as expressões de sua vida e de seu cotidiano, assim como entender a forma como elas leem o mundo e sua própria realidade. Nesse sentido, as canções, não são apenas manifestações artísticas, separadas da própria vida. Assim, faz-se uma leitura dessas composições, na tentativa de revelar mais sobre o mundo dessas mulheres, alcançar o
que se pode chamar de “pontos cegos”, os elementos não intencionais de suas expressões. Dessa forma, tentar compreender melhor o cotidiano, as crenças, os medos e as perspectivas de vida desse grupo social. A arte, no que tange a literatura, é mais que um meio para se distrair, pois ela pode revelar mundos ocultos e os reconstruir.

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Biografia do Autor

Raimundo Lima dos Santos, Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), Imperatriz, MA, Brasil.

Doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, MG, Brasil; mestre pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, GO, Brasil; graduado pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em Imperatriz, MA, Brasil. Professor de História da América da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), em Imperatriz, MA, Brasil.

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Publicado
2021-12-14
Como Citar
Santos, R. L. dos. (2021). O canto e a vida das quebradeiras de coco do Maranhão. Oficina Do Historiador, 14(1), e40969. https://doi.org/10.15448/2178-3748.2021.1.40969