Epistemologia feminista enquanto uma ramificação da epistemologia social: uma análise a partir de Donna Haraway e Sandra Harding

Palavras-chave: Conhecimento, Epistemologia, Feminismo, Método.

Resumo

Este trabalho tem como objetivo apresentar uma perspectiva feminista da epistemologia social. A partir desta, criticar a ideia de universalização da verdade feita através do método tradicional da epistemologia analítica e das ciências, frequentemente ditas como neutras ou não corporificadas. Proponho demonstrar que o pesquisador é um corpo enquanto localização, isto é, está situado socialmente e historicamente, evidenciando suas consequência dentro da pesquisa científica. Para tanto, terei como principal escopo argumentativo as contribuições de Donna Haraway e Sandra Harding a fim de articular a ideia de uma objetividade do conhecimento através de saberes que são localizados. Por fim, apontar essa perspectiva enquanto uma das ramificações essenciais para a epistemologia social.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Camila Palhares Barbosa, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS
Doutoranda em Filosofia no Programa de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS, Porto Alegre, RS, Brasil), bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Referências

BUTLER, J. Gender Trouble. New York: Routledge, 2015.

FINE, C. Is There Neurosexism in Functional Neuroimaging Investigations of Sex Difference? Neuroethics, [s. l.], v. 6, n. 2, p. 369-409, ago. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s12152-012-9169-1. Acesso em: 30 jan. 2020.

FINE, C. Gender Similarities and Differences. Annual Review of Psychology, v. 65, p. 373-398, jan. 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1146/annurev-psych-010213-115057. Acesso em: 30 jan. 2020.

FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: Nau, 2005.

FRASER, N. Rethinking the Public Sphere: contribution to the critique of actually existing democracy. Social Text, Durham, n. 25/26, p. 56-80, 1990. https://doi.org/10.2307/466240.

FRICKER, M. Scepticism and the Genealogy of Knowledge: Situating Epistemology in Time. In: HADDOCK, A.; MILLAR, A.; PRITCHARD, D. (ed.). Social Epistemology. New York: OUP, 2010. p. 51-68. https://doi.org/10.1093/acprof:oso/9780199577477.003.0003.

GOLDMAN, A. Why Social Epistemology Is Real Epistemology. In: HADDOCK, A.; MILLAR, A.; PRITCHARD, D. (ed.). Social Epistemology. New York: OUP, 2010. p. 1-28. https://doi.org/10.1093/acprof:oso/9780199577477.003.0001.

GUERIM, L. D.; PONTIN, F.; BARBOSA, C. P.; TERNUS; B. F. Sexual identity and neurosexism: a critique of reductivist approaches of sexual behavior and gender. Dossiê Naturalismo, Dissertatio, Pelotas, v. 5, supl., 2017. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/dissertatio/article/view/11077. Acesso em: 30 jan. 2020.

HADDOCK, A.; MILLAR, A.; PRITCHARD, D. (ed.). Social Epistemology. New York, US: OUP, 2010. https://doi.org/10.1093/acprof:oso/9780199577477.001.0001.

HARAWAY, D. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, Campinas, n. 5, p. 7-41, 1995. Disponível em: http://bit.ly/2RWVOCc. Acesso em: 03 set. 2019.

HARDING, S. The Science Question in Feminism. Ithaca, US: Cornell University, 1986.

HYDE, J. The Gender Similarities Hypothesis. American Psychologist, Washington, v. 60, n. 6, p. 581-592, set. 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1037/0003-066X.60.6.581. Acesso em: 30 jan. 2020

JAGGAR, A. M. Love and knowledge: Emotion in feminist epistemology. Inquiry: An Interdisciplinary Journal of Philosophy, London, v. 32, n. 2, p.151-176, 1989. Disponível em: https://doi.org/10.1080/00201748908602185. Acesso em: 30 jan. 2020.

PRECIADO, P. Texto Junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. Trad. Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: N-1 Edições, 2018.

ROSE, H. Hand, Brain, and Heart: A Feminist Epistemology for the Natural Sciences. Signs: Journal of Women in Culture and Society, Chicago, v. 9, n. 1, p. 73-90, 1983. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/3173664. Acesso em: 30 jan. 2020.

TRANEL, D.; BECHARA, A. Sex-related functional asymmetry of the amygdala: preliminary evidence using a case-matched lesion approach. Neurocase: The Neural Basis of Cognition, [s. l.], v. 15, n. 3, p. 217-234, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1080/13554790902775492.

Acesso em: 30 jan. 2020.

TRANEL, D.; DAMASIO, H.; DENBURG, N. L.; BECHARA, A. Does gender play a role in the functional asymmetry of ventromedial prefrontal cortex? Brain, [s. l.], v. 128, n. 12, p. 2872-2881, 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1093/brain/awh643. Acesso em: 29 jan. 2020.

Publicado
2020-06-10
Como Citar
Barbosa, C. P. (2020). Epistemologia feminista enquanto uma ramificação da epistemologia social: uma análise a partir de Donna Haraway e Sandra Harding. Intuitio, 13(1), e35521. https://doi.org/10.15448/1983-4012.2020.1.35521
Seção
Artigos