A religiosidade no totalitarismo e na filosofia da história marxista

  • Fernanda de Assis Ferreira Universidade Federal de Uberlândia
Palavras-chave: Filosofia da História. Totalitarismo. Marxismo. Camuflagem.

Resumo

Este trabalho trata-se de uma pesquisa sobre como a religiosidade está presente nas visões de mundo modernas. Em Mito e realidade, Mircea Eliade demonstra como os elementos mitológicos permanecem velados nas ideologias e na filosofia da História hodiernas. Para o pensador, os movimentos intelectuais tidos como secularizados, carregam forte influência da religiosidade, existe uma camuflagem do sagrado no profano. O totalitarismo europeu constituiu-se de elementos do milenarismo escatológico, assim como o marxismo. No entanto, este breve escrito pretende ponderar a respeito desta apreciação da filosofia da História de Marx, a fim de desenvolver uma crítica desta suposta presença do mito da Idade do Ouro.

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Biografia do Autor

Fernanda de Assis Ferreira, Universidade Federal de Uberlândia
Mestranda em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia.

Referências

ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

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MOURA, Mauro Castelo Branco de. Os mercadores, o templo e a filosofia: Marx e a religiosidade. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.

Publicado
2015-07-31
Como Citar
Ferreira, F. de A. (2015). A religiosidade no totalitarismo e na filosofia da história marxista. Intuitio, 8(1), 296-306. https://doi.org/10.15448/1983-4012.2015.1.18711
Seção
Artigos