A questão da autonomia do roteiro cinematográfico

  • Alfredo Suppia Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • Natasha Romanzoti
Palavras-chave: cinema, roteiro, teoria do cinema, cinema mundial

Resumo

A teoria e prática do roteiro tem lugar de inequívoca relevância no ensino superior de cinema e audiovisual. Não obstante, no âmbito da pesquisa e reflexão teórica acerca das artes cinemáticas, especialmente em nível da pós-graduação, o roteiro costuma ser deslocado em importância pelo produto final, o filme. É possível constatar uma variedade de pesquisas que equalizam em importância o roteiro ao filme, ou que privilegiam o roteiro como objeto principal de estudo. Mesmo assim, no caso dos estudos contemporâneos de cinema, no Brasil, tais pesquisas ainda subsistem marginalmente. O objetivo deste artigo é investigar a autonomia do roteiro em estudos de cinema e audiovisual. Deve o roteiro ser tratado como um gênero literário? Pode o roteiro ser divorciado do filme?

Biografia do Autor

Alfredo Suppia, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Professor do Departamento de Cinema e do Programa de Pós-graduação em Multimeios da Unicamp.
Natasha Romanzoti
Jornalista, mestranda em Multimeios, Unicamp.

Referências

BORDWELL, David. Roteirografia. Tradução e adaptação: Pedro Novaes. Janela, 26/10/2014. Disponível em <http://janela.art.br/index.php/traducoes/roteirografia/>. Acesso em: 01 nov. 2017.

CARRIÈRE, Jean-Claude. A linguagem secreta do cinema. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.

CARRIÈRE, Jean-Claude; BONITZER, Pascal. Prática do roteiro cinematográfico. São Paulo: JSN, 1996.

FLUSSER, Vilém. Die schrift. Göttingen: Immatrix Publications, 1987.

_____. A escrita: há futuro para a escrita? São Paulo: Annablume, 2010.

HUGHES, David. The greatest sci-fi movies never made. London: Titan Books, 2008.

MANOVICH, Lev. Software takes command. Londres: Bloomsbury Academic; INT edition, 2013.

MAYERSBERG, Paul. The story so far… The man who fell to Earth. Sight and Sound, 1975, pp. 225-231.

PRENSKY, Mike. Programming is the new literacy. Edutopia, 13 jan 2008. Disponível em: <https://www.edutopia.org/literacy-computer-programming>. Acesso em: 02 nov. 2017.

RAMOS, Fernão. A imagem-câmera. Campinas: Papirus, 2012.

SUPPIA, Alfredo. Acesso negado: circuit bending, borderlands science fiction e lo-fi sci-fi em Branco Sai, Preto Fica. Revista Famecos, Porto Alegre, v. 24, n. 1, janeiro, fevereiro, março e abril de 2017, pp. 1-21. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/24331/15017)>. Acesso em: 02 nov. 2017.

TRUFFAUT, François. O prazer dos olhos - escritos sobre cinema. Rio de Janeiro: JZE, 2005.

WAGNER, Alex. The Hollywood list everyone wants to be on. The Atlantic, Boston, mar 2017. Disponível em: <https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2017/03/how-franklin-leonard-created-the-hollywood-list-everyone-wants-to-be-on/513830/>. Acesso em: 05 dez. 2017.

WILLIAMS, Raymond. Cultura e materialismo. São Paulo: Ed. da UNESP, 2011.

_____. Base e superestrutura na teoria cultural marxista. Tradução de Bianca Ribeiro Manfrini com revisão de Maria Elisa Cevasco. Revista USP, São Paulo, n.65, p. 210-224, março/maio 2005, pp. 211-224. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/revusp/article/viewFile/13448/15266>. Acesso em: 02 nov. 2017.

YAMASHITA, Iris. Letters from Iwo Jima. Burbank: Malpaso Productions and Warner Brothers, 2005.

Publicado
2017-10-17
Seção
Artigos