Selfie: reflexo, representação e imaginário

  • Gisele Souza Koch
  • Juliana de Oliveira Teixeira Universidade Federal do Paraná
Palavras-chave: Selfie, Reflexo, Imaginário

Resumo

É notável a frequência do autorretrato nas redes sociais. Dentre eles há um tipo particular: em frente ao espelho o indivíduo observa sua imagem refletida, alinha-se em sua melhor pose e fotografa seu reflexo. Configurados sempre de maneira semelhante, os selfies dizem algo sobre a visualidade contemporânea. O imaginário abrange toda a produção visual humana, portanto, está presente nesse tipo de fotografia e em seu gesto. Neste trabalho, a relação entre os selfies em frente ao espelho com o imaginário será desenvolvida a partir dos estudos feitos por Gilbert Durand, dentro das estruturas de Regimes Diurno e Noturno. Esta ótica do trajeto antropológico do imaginário pode esclarecer algum aspecto dos autorretratos contemporâneos: o ato sobrepõe-se à imagem.

Biografia do Autor

Gisele Souza Koch

Graduada em Design Gráfico (2013) e Especialista em Fotografia (2014), ambos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Juliana de Oliveira Teixeira, Universidade Federal do Paraná

Graduada em Comunicação Social nas habilitações Jornalismo (2009) e Publicidade e Propaganda (2013). Mestre em Comunicação Visual (2013) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e doutoranda em História pela Universidade Federal do Paraná.

Referências

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BAITELLO JUNIOR, Norval. A era da iconofagia: reflexões sobre imagem, comunicação, mídia e cultura. São Paulo: Paulos, 2014.

DURAND, Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário: introdução à arquetipia geral. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2012.

FLUSSER, Vilém. Filosofia da Caixa Preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.

GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora UNESP, 1991.

SOULAGES, François. Estética da fotografia: perda e permanência. São Paulo: SENAC, 2010.

Publicado
2017-10-17
Seção
Artigos