Significado complexo e racionalidade ampla

Alguns insights em Filosofia da Linguagem

Palavras-chave: lógica semiformal, semântica, inferência, metateoria.

Resumo

O presente texto busca corroborar conceitualmente as noções metateóricas de significado complexo e racionalidade a partir de óticas linguístico-filosóficas. Nesse sentido, o texto organiza-se a partir de quatro seções, sendo: a) seção introdutória, caracterizando o ponto de partida para o desenvolvimento do problema de pesquisa abordado; b) apresentação de fundamentos característicos de significado complexo, buscando localizar sua instanciação em teorias linguísticas distintas, relacionando-se direta ou indiretamente com a significação linguística; c) caracterização de aspectos disciplinares tipicamente envolvidos com a racionalidade ampla, circunscrevendo-a à área da ciência linguística por meio de modelos e métodos; e d) seção de conclusão, situando os conceitos de significado complexo e racionalidade ampla a partir de uma abordagem multiforme e heteromórfica em conformidade com a proposta de Metateoria das Interfaces, seção fortemente marcada por uma análise epistemológica sobre a teoria linguística.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Yuri Fernando da Silva Penz, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, RS, Brasil.Doutorando em Linguística da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, RS, Brasil.

Ana Maria Tramunt Ibaños, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Doutora em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, RS, Brasil. Professora Titular de Linguística da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, RS, Brasil.

Referências

ARREGUI, A. When aspect matters: the case of “would” conditionals. Natural Language Semantics, v. 15, p. 221-264, 2007. https://doi.org/10.1007/s11050-007-9019-6

BACH, E. Informal lectures on formal semantics. Albany: State University of New York, 1989.

BACH, E. Natural language metaphysics. Studies in logic and the foundations of mathematics, v. 114, p. 573-595, 1986. https://doi.org/10.1016/S0049-237X(09)70714-1

BACH, E. Time and language. In: MOLSING, K.V.; IBAÑOS, A.M.T. (ed.). Time and TAME in language. Cambridge Scholars Publishing, 2013.

BAR-HILLEL, Y. Indexical expressions. Mind, v. 63, n. 251, p. 359-379, 1954. https://doi.org/10.1093/mind/LXIII.251.359

BLOOMFIELD, L. Language. Beijing: Foreign Language Teaching and Research Press, 2001 [1933]. CARNAP, R. Foundations of Logic and Mathematics. In: NEURATH, O.; CARNAP, R.; MORRIS, C.W. (ed.). International Encyclopedia of Unified Science. Chicago: University of Chicago Press, p. 139-214, 1938.

CHOMSKY, N. New Horizons in the Study of Language and Mind. Cambridge MA: The MIT Press, 2000.

CHOMSKY, N. Language and thought. Wakefield, Rhode Island and London: Moyer Bell, 1994.

CINQUE, G. Adverbs and Functional Heads: a crosslinguistic perspective. New York: Oxford University Press, 1999.

CINQUE, G. Restructuring and functional heads: the cartography of syntactic structures. New York: Oxford University Press, 2006.

COSTA, J.C. Metateoria linguística (considerações ao nível de filosofia da ciência). Revista da ADPUCRS, Porto Alegre, n. 5, p. 25-32, 2004b.

COSTA, J.C. Na interface entre lógica formal e lógica prática: inferências múltiplas. Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 51, n. 3, p. 411-418, 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10,15448/0101-3335.2016.3.00000. Acessado em: 1 jan. 2018.

COSTA, J.C. Os enigmas do nome. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004a.

COSTA, J.C. The sciences of language: communication, cognition and computation. In: AUDY, J; MOROSINI, M. Innovation and interdisciplinarity in the university. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007

GRICE, H. P. Logic and conversation. Cambridge: Harvard University, 1967. (William James lectures)

GRICE, H.P. Meaning. Philosophical Review, v. 66, p. 377–88, 1957. https://doi.org/10.2307/2182440

HACQUARD, V. Aspects of Modality. Ph.D. Dissertation. Massachusetts Institute of Technology, 2006.]

HACQUARD, V. On the event relativity of modal auxiliaries. Natural Language Semantics, v. 18, n. 1, p. 79-114, 2010. https://doi.org/10.1007/s11050-010-9056-4

HEIM, I.; KRATZER, A. Semantics in generative grammar. New Jersey: Wiley-Blackwell, 1998.

HORNSTEIN, N. Logic as grammar. Cambridge: The MIT Press, 1984.

IBAÑOS, A. M. T.; COSTA, J.C. Multiform inferences: the interface between formal inferences and natural language inferences. In: BUJA, E.; MADA, S. (ed.). Structure, use and meaning in intercultural settings. Brasov: Editura Universitä NII Transilvania, 2014, p. 87-96. v. 1.

JACKENDOFF, R.S. Language of the mind: essays on mental representation. Cambridge: MIT Press, 1992.

KRATZER, A. [Angelika Kratzer]. 2014. Disponível em: http://people.umass.edu/kratzer/. Acessado em: 20 nov. 2019.

KRATZER, A. Constraining premise sets for counterfactuals. Journal of Semantics, n. 22, 2005, p. 153-158. Disponível em: http://doi:10.1093/jos/ffh020. Acessado em: 1 jan. 2018.

KRATZER, A. Evidential Moods and the Semantics of Attitude and Speech Reports. Talk given at the University of Pennsylvania (May 5, 2016), the 1st Syncart Workshop (Siena, July 13, 2016), and the University of Connecticut (September 9, 2016), 2016.

KRATZER, A. Modality for the 21st Century. In: 19th INTERNATIONAL CONGRESS OF LINGUISTS. Geneva, 2013. p. 181-201.

KRATZER, A.; von STECHOW, A; D. WUNDERLICH, D. (ed.). Semantics: An International Handbook of Contemporary Research, 1991, p. 639-650.

KRATZER, A. The notional category of modality. In:EIKMEYER, H.-J.; H. RIESER (ed.). Worlds, Words, and Contexts (ed.). Berlín: de Gruyter, 1981. p. 38-74.

KRATZER, A. What “must” and “can” Must and Can Mean. Linguistics and Philosophy, p. 337-355, 1977. https://doi.org/10.1007/BF00353453

KRATZER, A. Where does modality come from? In: 3rd EISSI (lecture). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2018.

LUDLOW, P. Semantics, tense, and time: an essay in the metaphysics of natural language. Cambridge: MIT Press, 1999.

MORRIS, C. Foundations of the theory of signs. In: NEURATH, O; CARNAP, R.; MORRIS, C. (ed.). International Encyclopaedia of Unified Science, Chicago, v. 1, n. 2, p. 77-136, 1938.

NEWMEYER, F. The politics of linguistics. Chicago: University of Chicago Press, 1986.

RIZZI, L. Cartography, criteria and labeling. In:SHLONSKY, U. (ed.). Beyond the Functional Sequence. New York: Oxford University Press, 2015A. p. 314-338.

RIZZI, L. Notes on labeling and subjects. In: Di DOMENICO, E.; HAMANN, C.; MATTEINI, S. (ed.). Structures, strategies and beyond – studies in honour of Adriana Belletti. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 2015B. p. 17-46.

RIZZI, L. The Fine Structure of the Left Periphery. In: HAEGEMAN, L. (ed.). Elements of Grammar. Dordrecht: Kluwer, 1997. p. 281-337.

SPERBER, D.; WILSON, D. Relevance: communication and cognition. 2. ed. Cambridge: Blackwell, 1995 [1986]

Publicado
2020-12-11
Como Citar
Penz, Y. F. da S., & Ibaños, A. M. T. (2020). Significado complexo e racionalidade ampla: Alguns insights em Filosofia da Linguagem. Letras De Hoje, 55(3), e36498. https://doi.org/10.15448/1984-7726.2020.3.36498
Seção
Seção Livre