A saúde amorosa de Nanda

Palavras-chave: controle, sexualidade, amor, afeto, potencialidade

Resumo

No presente artigo, pretendo analisar a ética de Nanda por meio da intriga de Controle, obra de Natália Borges Polesso. Narrado em primeira pessoa pela personagem Maria Fernanda (Nanda), o romance psicológico expressa o drama existencial que coloca em contraste uma Nanda desconhecida de si mesma e ressentida com a vida e uma consciente de si mesma, desejosa de viver. Nanda deve passar por uma metamorfose amorosa, a sua cura, para compreender o mundo de uma forma menos ríspida e seca. É pela via da sexualidade que Nanda, promovendo um autoconhecimento, uma arte de si, poderá praticar uma vida menos egoísta e infeliz.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cesar Marcos Casaroto Filho, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

Cesar Marcos Casaroto Filho é graduado em Letras (2014), pela Universidade de Caxias do Sul, mestre em Letras (2017), pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande de Sul, e doutorando em Letras por esta instituição.

Referências

AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo e outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009.

BENJAMIN, Walter. O capitalismo como religião. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2013.

FREUD, Sigmund. Luto e melancolia. São Paulo: Cosac Naify, 2011.

LAMBOTTE, Marie-Claude. O discurso melancólico: da fenomenologia à metapsicologia. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 1997.

LIMA, Luiz Costa. Melancolia: literatura. São Paulo: Unesp, 2017.

LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G. H.. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.

POLESSO, Natalia Borges. Controle. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

SPINOZA, Benedictus de. Ética. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.

Publicado
2020-08-31
Como Citar
Casaroto Filho, C. M. (2020). A saúde amorosa de Nanda. Letras De Hoje, 55(2), e36413. https://doi.org/10.15448/1984-7726.2020.2.36413
Seção
Seção Livre