Samba

Um rio filho da dor e pai do prazer

Palavras-chave: Literatura afro-brasileira, música e literatura, literatura e história, história da literatura.

Resumo

A música popular brasileira foi moldada durante as primeiras três décadas do século XX e se desenvolveu a partir da confluência do teatro de revista, da indústria do disco, da radiodifusão e do surgimento do samba. Na década de 1930, surgiu uma geração de compositores talentosos os quais contribuíram decisivamente para a aceitação do samba, o que propiciou as vinculações da música com as estratégias para a execução e o fortalecimento do plano de governo de Getúlio Vargas. Ambientado nesta época, o romance Desde que o samba é samba (2011), de Paulo Lins, representa figuras históricas e situações que remetem ao campo da ficção indivíduos e eventos associados ao nascimento e à consolidação do gênero musical que se transformou em uma das, se não a mais, importantes manifestações da cultura brasileira. Tomando como referência os citados fenômenos socioculturais, o presente trabalho examina relações entre os campos da literatura e da música popular, explicando-as a partir de fatos históricos que marcaram o período em questão.

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Biografia do Autor

Paulo Roberto Alves dos Santos, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus, BA.

Doutor em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em Porto Alegre, RS, Brasil, professor Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, BA, Brasil; PNPD/Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Luciana Helena Cajas Mazzutti, Instituto Federal Baiano (IF Baiano), Salvador, BA, Brasil. Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus, BA.

Doutoranda em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, BA, Brasil, Professora do Instituto Federal Baiano (IF Baiano) em Salvador, BA.

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Publicado
2020-08-31
Como Citar
Alves dos Santos, P. R., & Cajas Mazzutti, L. H. . (2020). Samba: Um rio filho da dor e pai do prazer. Letras De Hoje, 55(2), e33592. https://doi.org/10.15448/1984-7726.2020.2.33592
Seção
Seção Livre