Submissão aberta - CIVITAS

2020-05-18

Civitas, 1, 2021

  • Dossiê: Teoria Social e Sociologia Existencial
  • Período para submissão de artigos: maio-agosto 2020
  • Organizadores: Gabriel Peters (UFPE), Myriam Rabelo (UFBA), Diogo Silva Corrêa (UVV)
  • Sobre: O dossiê pretende tratar de dimensões por vezes pouco discutidas das obras dos diversos sociólogos (clássicos e contemporâneos), explorando a conexão entre seus retratos do mundo social, de um lado, e as caracterizações “existenciais”, implícitas ou explícitas, do ser humano, de outro. Desta maneira, pretende-se explorar as contribuições a essa família de perspectivas que vislumbram um vínculo entre a contingência da ordem social e o impulso existencial humano por segurança ontológica. É nessa chave que objetivamos abrir o presente dossiê para as reflexões capazes de tratar tanto de um “existencialismo sociológico” (Peters, 2013) quanto de uma sociologia existencial (Johnson e Douglas, 1977). Essa perspectiva, que articula sociologia e existência – e existência e sociologia –, ambiciona abranger temas como os vínculos psíquicos entre os indivíduos e suas identidades sociais ou os “subuniversos”, experiências que margeiam a “realidade suprema” (Schutz, 1967) da vida cotidiana, as apropriações críticas e reformulações sociológicas que autores como Peter Berger ou Pierre Bourdieu de Meditações Pascalianas fizeram de motivos filosóficos “existenciais” ou “existencialistas”.

Civitas, 2, 2021

  • Dossiê: Digitalização e datificação da vida: pervasividade, ubiquidade e hibridismos contemporâneos
  • Período para submissão de artigos: agosto-novembro 2020
  • Organizadores: Jean Segata (Ufrgs), Theophilos Rifiotis (Ufsc)
  • Sobre: A proposta do dossiê "Digitalização e datificação da vida: pervasividade, ubiquidade e hibridismos contemporâneos" responde a duas ordens de demandas do campo de estudos do que se convencionou chamar de "cibercultura": de um lado ela atende à necessidade de revisão do próprio campo que vem demonstrando esgotamento no sentido de que noções como uso, apropriação e significação ou representação apenas sobrevivem em função do pressuposto - amplamente questionado nos recentes estudos da ciência e da técnica - de uma exterioridade entre o sujeito e objeto técnico; de outro lado, uma renovada compreensão dos processos de mundialização e os atravessamentos sócio-técnicos e políticos da digitaliza/datificação da vida. Assim, acreditamos que o presente dossiê atende a uma demanda de grande atualidade cuja originalidade está em propor um leque conceitual renovado para o campo dos estudos da "cibercultura". Destacamos também que a originalidade do tema pode ser caracterizada como um ponto de inflexão que está em formação nos estudos da e na internet e mais amplamente da digitalização da vida em curso nos estudos da antropologia, sociologia e comunicação.

Civitas, 3, 2021

  • Dossiê: Interseccionalidades, Direitos e Políticas
  • Período para submissão de artigos: dezembro 2020-março 2021
  • Organizadores: Eufémia Vicente Rocha (Universidade de Cabo Verde), Miriam Steffen Vieira (Unisinos)
  • Sobre: A noção de interseccionalidades emerge da experiência política de feminismos negros e pauta as dinâmicas entrecruzadas que estão na base de desigualdades sociais como gênero, raça, sexualidades, classe e idade. Logo, ela é tomada como uma possibilidade de produzir teoria e para se questionar analiticamente diversas experiências e contextos, gerando novas lições acerca dos processos de dominação. Além de uma ferramenta metodológica central; nas vivências e ações políticas, se apresenta como um campo aberto de resistências às narrativas e práticas hegemônicas ocidentais. E, a partir deste lugar, possibilita expandir a densidade dos fundamentos epistemológicos, outrora, alheios. Este número da Civitas, portanto, será dedicado ao tema e visa receber contribuições sobre o uso desta categoria analítica nas ciências sociais e seus desdobramentos teóricos e políticos. Serão bem recebidos textos sobre: 1) propostas epistemológicas decorrentes das diferentes tradições de pensamento sobre interseccionalidades; 2) resultados de pesquisas empíricas e etnográficas que contemplem dimensões interseccionais na análise; 3) efeitos nas políticas públicas e em processos de subjetivação; e 4) abordagens feministas interseccionais sobre processos sociais e políticos contemporâneos, a exemplo da economia do cuidado, e temas como violência de gênero, masculinidades, diversidade sexual e de gênero.