Perfil do trabalho da elite política nacional

recrutamento partidário e distribuição de poder no Senado Federal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/2178-5694.2026.1.48963

Palavras-chave:

Senado Federal, comissões parlamentares, social background

Resumo

O estudo sobre o perfil sócio-ocupacional da elite política nacional outorga a compreensão da disputa no campo político pelo status na hierarquia do poder. A presente pesquisa trabalha com o perfil de recrutamento partidário entre o fim da década de 1990 e início dos anos 2000, interstício no qual profundas reestruturações políticas e sociais reconfiguraram a estrutura do poder. Objetiva-se apresentar o perfil do trabalho prévio à carreira política dos Senadores, delineando a conversão do capital social em capital político. Destarte, será possível compreender como a ocupação que antecede a empreitada eleitoral explica o perfil da elite política nacional pela visão do social background. Havendo associação e dependência, percebe-se que os partidos priorizam recrutamento de estratos ligados à matriz ideológica (salvo os partidos catch-all), mas, no exercício do poder institucional, o perfil social do trabalho influencia na divisão de postos de poder, também dentro do Senado Federal.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alison Ribeiro Centeno, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política da PUCRS. Doutor (2023) e Mestre (2018) em Ciências Sociais, é também formado em Ciências Econômicas (2015). Bolsista de Pós-Doutorado Júnior do CNPq no PPG de Sociologia e Ciência Política da PUCRS (2024-2026). Fez estágio na Fundação de Economia e Estatística (FEE) como bolsista de Iniciação Científica da FAPERGS (2013-2015), trabalhando com análise de indicadores; durante a pós-graduação, foi bolsista da CAPES (2016-2023), desenvolvendo estudos na área de recrutamento de elites políticas, com artigos publicados sobre eleições e teoria política. Atualmente é Professor de Ciência Política e Economia, além de revisor de periódicos na área de Ciência Política, na qual tem experiência de pesquisa com ênfase em carreiras políticas, eleições majoritárias e Senado Federal.

Referências

Araújo, Paulo Magalhães. 2011. “Recrutamento parlamentar para o Senado e o perfil dos senadores brasileiros, 1989-2006.” Revista Política Hoje 20 (2): 550-580.

Austen-Smith, David, e William Riker. 1987. “Asymmetric Information and the Coherence of Legislation.” The American Political Science Review 81 (3): 897-918. https://doi.org/10.2307/1962682.

Bates, Stephen, Mark Goodwin, e Stephen Mckay. 2017. “Do UK MPs engage more with Select Committees since the Wright Reforms? An Interrupted Time Series Analysis, 1979–2016.” Parliamentary Affairs 70 (4): 780-800. https://doi.org/10.1093/pa/gsx007.

Benton, Meghan, e Meg Russell. 2013. “Assessing the Impact of Parliamentary Oversight Committees: The Select Committees in the British House of Commons.” Parliamentary Affairs 66 (4): 772-797. https://doi.org/10.1093/pa/gss009.

Brasil. 2012. Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.029 - Distrito Federal. Supremo Tribunal Federal.

Brasil. 2015. Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.127 - Distrito Federal. Supremo Tribunal Federal.

Brasil. 2018. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Senado Federal.

Bullock III, Charles. 1985. “U.S. Senate Committee Assignments: Preferences, Motivations, and Success.” American Journal of Political Science 29 (4): 789-808. https://doi.org/10.2307/2111181.

Calvo, Ernesto, e Iñaki Sagarazu. 2011. “Legislator Success in Committee: Gatekeeping Authority and the Loss of Majority Control.” American Journal of Political Science 55 (1): 1-15. https://doi.org/10.1111/j.1540-5907.2010.00476.x.

Cox, Gary, e Mathew McCubbins. 2006. Legislative Leviathan: Party Government in the House. Cambridge University Press.

Cox, Gary, Thad Kousser, e Mathew McCubbins. 2010. “Party Power or Preferences? Quasi-Experimental Evidence from American State Legislatures.” The Journal of Politics 72 (3): 799-811. https://doi.org/10.1017/S0022381610000174.

Crombez, Christophe, Tim Groseclose, e Keith Krehbiel. 2006. “Gatekeeping.” The Journal of Politics 68 (2): 322-334. https://doi.org/10.1111/j.1468-2508.2006.00409.x.

Danesi, Silvina Lilian, e Ludovic Rheault. 2011. “Making Sense of an Unstable Legislature: Committee Assignments in the Argentine Chamber of Deputies, 1946–2001.” Journal of Politics in Latin America 3 (3): 35-64. https://doi.org/10.1177/1866802X1100300302.

Dutra, Ana Beatriz Bexiga. 2017. “Os partidos possuem comissões de interesse? Um estudo sobre a composição partidária das comissões permanentes da Câmara dos Deputados.” In VII Seminário Discente da Pós-Graduação em Ciência Política da USP.

Field, Andy. 2009. Descobrindo a estatística usando o SPSS. Artmed.

Fortunato, David, Lanny Martin, e Georg Vanberg. 2017. “Committee Chairs and Legislative Review in Parliamentary Democracies.” British Journal of Political Science 49 (2): 785-797. https://doi.org/10.1017/S0007123416000673.

Gamble, Katrina. 2007. “Black Political Representation: An Examination of Legislative Activity Within U.S. House Committees.” Legislative Studies Quarterly 32 (3): 421-447. https://doi.org/10.3162/036298007781699663.

Gilligan, Thomas, e Keith Krehbiel. 1989. “Asymmetric Information and Legislative Rules with a Heterogeneous Committee.” American Journal of Political Science 33 (2): 459-490.

Gilligan, Thomas, e Keith Krehbiel. 1997. “Specialization Decisions within Committee.” Journal of Law Economics and Organization 13 (2): 366-86.

Hair Jr., Joseph F., William C. Black, Barry J. Babin, Rolph E. Anderson, e Ronald L. Tathan. 2009. Análise Multivariada de Dados. Bookman.

Heath, Roseanna Michelle, Leslie Schwindt-Bayer, e Michelle Taylor-Robinson. 2005. “Women on the Sidelines: Women’s Representation on Committees in Latin American Legislatures.” American Journal of Political Science 49 (2): 420-436. https://doi.org/10.1111/j.0092-5853.2005.00132.x.

Hindmoor, Andrew, Phil Larkin, e Andrew Kennon. 2009. “Assessing the Influence of Select Committees in the UK: The Education and Skills Committee, 1997–2005.” The Journal of Legislative Studies 15 (1): 71-89. https://doi.org/10.1080/13572330802666844.

Krehbiel, Keith. 1990. “Are Congressional Committees Composed of Preference Outliers?” The American Political Science Review 84 (1): 149-163. https://doi.org/10.2307/1963634.

Krehbiel, Keith. 2004. “Legislative Organization.” Journal of Economic Perspectives 18 (1): 113-128. https://doi.org/10.1257/089533004773563467.

Mickler, Tim. 2017. “Committee autonomy in parliamentary systems – coalition logic or congressional rationales?” The Journal of Legislative Studies 23 (3): 367-391. https://doi.org/10.1080/13572334.2017.1359941.

Müller, Gustavo. 2005. “Comissões e partidos políticos na Câmara dos Deputados: um estudo sobre os padrões partidários de recrutamento para as comissões permanentes.” DADOS–Revista de Ciências Sociais 48 (2): 371-394. https://doi.org/10.1590/S0011-52582005000200005.

Müller, Gustavo. 2011. “O papel informacional das comissões permanentes da Câmara dos Deputados – 1991/1994–1995/1999.” Pensamento Plural 8: 119-142.

Nascimento, Emerson Oliveira do. 2012. “O sistema de comissões brasileiro: elementos para uma agenda de pesquisa.” Teoria & Pesquisa: Revista de Ciência Política 21 (2): 61-72. https://doi.org/10.4322/tp.v21i2.314.

Pereira, Carlos, e Bernardo Mueller. 2000. “Uma teoria da preponderância do poder Executivo: O sistema de comissões no Legislativo brasileiro.” Revista Brasileira de Ciências Sociais 15 (43): 45-67. https://doi.org/10.1590/S0102-69092000000200004.

Polsby, Nelson. 1968. “The Institutionalization of the U.S. House of Representatives.” The American Political Science Review 62 (1): 144-168. https://doi.org/10.2307/1953331.

Rocca, Michael, Gabriel Sanchez, e John Morin. 2011. “The Institutional Mobility of Minority Members of Congress.” Political Research Quarterly 64 (4): 897-909. https://doi.org/10.1177/1065912910379225.

Rocha, Marta Mendes, e Cássio Felipe Barbosa. 2008. “Regras, incentivos e comportamento: as comissões parlamentares nos países do Cone Sul.” Revista de Sociologia e Política 16: 93-104. https://doi.org/10.1590/S0104-44782008000300007.

Santos, André Marenco dos. 2001. “Experiência política e liderança legislativa na Câmara dos Deputados.” Novos Estudos CEBRAP (59): 153-171.

Santos, Fabiano. 2002. “Partidos e Comissões no Presidencialismo de Coalizão.” Dados – Revista de Ciências Sociais 45 (2): 237-264. https://doi.org/10.1590/S0011-52582002000200003.

Santos, Fabiano, e Acir Almeida. 2005. “Teoria informacional e a seleção de relatores na Câmara dos Deputados.” Dados – Revista de Ciências Sociais 48 (4): 693-735. https://doi.org/10.1590/S0011-52582005000400001.

Santos, Fabiano, e Júlio Canello. 2016. “Comissões Permanentes, Estrutura de Assessoramento e o Problema Informacional na Câmara dos Deputados do Brasil.” Dados – Revista de Ciências Sociais 59 (4): 1127-1168. https://doi.org/10.1590/001152582016109.

Schneider, Judy. 2006. Committee Assignment Process in the U.S. Senate: Democratic and Republican Party Procedures. Congressional Research Service – United States Senate.

Sinclair, Barbara. 1988. “The Distribution of Committee Positions in the U.S. Senate: Explaining Institutional Change.” American Journal of Political Science 32 (2): 276-301. https://doi.org/10.2307/2111124.

Downloads

Publicado

2026-05-14

Como Citar

Centeno, A. R. (2026). Perfil do trabalho da elite política nacional: recrutamento partidário e distribuição de poder no Senado Federal. Conversas & Controvérsias, 13(1), e48963. https://doi.org/10.15448/2178-5694.2026.1.48963

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)