O moderno exército iraquiano: um estudo de caso entre 1979 e 2003
DOI:
https://doi.org/10.15448/2178-5694.2026.1.48480Palavras-chave:
defesa, Iraque, partido, população, exército.Resumo
O texto analisa a evolução do uso da força militar na política internacional contemporânea, com foco no exército iraquiano durante a Guerra do Golfo de 1991 e seus desdobramentos. A modernização tecnológica das forças armadas dos Estados Unidos, mediante a mobilização massiva e mecanizada do Iraque, evidencia a obsolescência relativa do modelo militar tradicional baseado em grandes contingentes. Apesar da vantagem estratégica geográfica do Iraque, como os rios Tigre e Eufrates, e sua expressiva estrutura militar, a superioridade tecnológica americana prevaleceu no conflito de 1991; além de permitir aos EUA testarem armamentos e reconfigurar alianças, serviu ao Iraque para reduzir uma população iraquiana excedente militarmente mobilizada. A análise histórica da estrutura militar iraquiana revela a influência das doutrinas soviética e britânica, evidenciando uma dualidade organizacional e dependência de múltiplos fornecedores de armamentos. O colapso econômico pós-1991 e as sanções internacionais reduziram drasticamente a capacidade operacional do Iraque, que migrou para estratégias assimétricas na guerra de 2003. O texto também contextualiza o papel do partido Ba’ath na formação do aparato militar iraquiano, sua política pan-arabista e os conflitos com regimes pró-Ocidente. A análise contemporânea destaca o impacto das novas tecnologias na guerra moderna, como a digitalização dos armamentos e o fortalecimento de forças paramilitares. Embora a mecanização esteja em declínio, a conscrição permanece relevante. A guerra moderna, marcada por atrito, demanda volume humano para alcançar objetivos políticos, especialmente em Estados em desenvolvimento, cujas estruturas militares continuam a refletir dinâmicas sociopolíticas internas e mudanças no sistema internacional.
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