Educação para as Relações Étnico-Raciais na escola e as amarras da branquitude
DOI:
https://doi.org/10.15448/2178-5694.2026.1.48144Palavras-chave:
educação, Educação para as Relações Étnico-Raciais, branquitudeResumo
Este trabalho tematiza a Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER). Trata-se de um estudo qualitativo, fundamentado na lente transmetodológica. Sob esta perspectiva, a partir de uma revisão bibliográfica, somada às nossas experiências e observações cotidianas como professoras e pesquisadoras, problematizamos os efeitos da supremacia branca na educação brasileira, destacando os desafios ainda presentes na implementação efetiva da Educação para as Relações Étnico-Raciais. Com este estudo, compreendemos que a branquitude, como fenômeno social, não apenas opera na estrutura curricular, mas permeia relações, práticas pedagógicas e concepções institucionais, contribuindo para a reiteração de hierarquias no espaço escolar. Ao mesmo tempo, ressaltamos as resistências e os movimentos que têm surgido na contramão dessas lógicas colonialistas e supremacistas, como as modificações efetivadas em leis e diretrizes, as de pedagogias decoloniais.
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