A grande arte: da transgressão do noir ao ilhar “de fora” na adaptação cinematográfica

Marcelo Magalhães Bulhões

Resumo


O propósito deste artigo é avaliar a adaptação cinematográfica do romance A Grande Arte no filme lançado em 1991. Mobiliza o artigo o problema: o filme sinaliza um ponto de retificação de uma das marcas identitárias do cinema brasileiro ao comportar uma propositura audiovisual tecnicamente elevada que se afasta da tradição do “cinema pobre”. Uma vez que o romance de Rubem Fonseca realiza uma aclimatação transgressiva do noir em sua matriz norte-americana, que implicações possui o filme de Walter Salles, na trajetória de nosso cinema, ao aliar-se ao padrão do filme policial norte-americano em seu “padrão de qualidade”? Em termos metodológicos, o artigo é tomado por envergadura analítico-interpretativa ancorada em procedimentos de análise fílmica, aliados a contribuições a respeito do cinema noir e interpretações sobre a trajetória do cinema brasileiro. O artigo busca fornecer subsídios às discussões sobre relações interculturais no cerne dos gêneros da ficção midiática contemporânea.


Palavras-chave


Cinema brasileiro. Noir. Ficção de mainstream.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1980-3729.2019.3.32451

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