Reflexões sobre os atuais modelos de gestão na produção da (inter)subjetividade dos trabalhadores
Patrícia Martins Fagundes Cabral, Claudia Beatriz Jotz da Rocha, Nedio Seminotti
Resumo
Neste artigo, propõe-se refletir sobre algumas repercussões dos atuais modelos de gestão na produção da subjetividade e intersubjetividade dos trabalhadores. Essa reflexão é feita em razão de que, na contemporaneidade, se é agente num mundo em que fatores como objetividade, controle e estabilidade estão sendo redimensionados. Vive-se em um momento de franco questionamento aos paradigmas que há pouco norteavam a sociedade e, conseqüentemente, de necessidade de novas formas de gestão organizacional, de atenção aos significados do trabalho e às relações estabelecidas com e entre os trabalhadores. O surgimento do pensamento sistêmico complexo indica a necessidade de atender às emergências que derivam desse contexto caracterizado por interdependência, ambigüidades e incertezas nas relações. Nas organizações, essas emergências implicam novas reflexões sobre a subjetividade do trabalhador, a gestão por competências, a responsabilidade social e a sustentabilidade, sugerindo que relações de trabalho mais eficazes, mesmo que temporárias, podem ser úteis e satisfatórias a todos os envolvidos nessa rede de interações.
Palavras-chave: Paradigmas; relações de trabalho; gestão de pessoas; subjetividade; intersubjetividade.
Palavras-chave: Paradigmas; relações de trabalho; gestão de pessoas; subjetividade; intersubjetividade.
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