A Fenomenologia do Espírito como romance de formação

Bento Itamar Borges

Resumo


Goethe concluiu Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister em 1795. Doze anos depois, Hegel publicava sua Fenomenologia do espírito. A “ciência da experiência da consciência” e o romance de formação surgem quando as condições históricas levaram a literatura e a filosofia a dar atenção à cultura e ao cultivo da identidade do herói por ele mesmo. Goethe e Hegel convergem em duas grandes obras, muito próximas em diversos aspectos. Este artigo apresenta a Fenomenologia do espírito como um exemplo de Bildungsroman estilizado. Lukács via no romance de Goethe “o problema da relação do poeta com o mundo burguês”, no qual naufragara o romântico Werther, e é por seu significado pedagógico que os socialistas se interessam por Wilhelm Meister. Em nossa época, avessa a filosofias da história, romances de formação ainda são escritos, inclusive por autores premiados, como Günther Grass e J. M. Coetzee.

Palavras-chave


Fenomenologia do espírito, Hegel, Goethe, Bildungsroman

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-6746.2010.3.7619

ISSN-L: 0042-3955

e-ISSN: 1984-6746


Veritas - Revista Quadrimestral de Filosofia da PUCRS

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