Poder, violência e biopolítica. Diálogos (in)devidos entre H. Arendt e M. Foucault

Castor M. M. Bartolomé Ruiz

Resumo


Este ensaio tem por objetivo apresentar uma crítica das teses naturalistas da violência. O marco da crítica diz respeito à naturalização da violência, que induz a assimilação do poder como uma forma de violência. Para tanto, retomamos as teses de Hannah Arendt e Michel Foucault sobre o poder e a violência. O objetivo não é elencar as diferenças entre estes autores sobre o tema, que ficam explícitas no desenvolvimento do ensaio, mas mostrar as suas concordâncias a respeito da crítica do poder como algo sinônimo de violência.


Palavras-chave


Biopolítica. Poder. Violência. H. Arendt. M. Foucault.

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