Agostinho de Hipona e as ambivalências do seu filosofar

Rogério Miranda de Almeida

Resumo


Este texto tem como objetivo principal analisar algumas das ambiguidades que marcam a posição de Agostinho de Hipona com relação à chamada cultura pagã, em geral, e à filosofia grega em particular. Efetivamente, o autor das Confissões se situa em um meio-termo, que eu denomino pela expressão “o paradoxo do entre-dois”, porquanto ele não abraça totalmente aquela posição que, a exemplo de Justino Mártir, equipara a sabedoria cristã à filosofia grega, nem tampouco reivindica aquela outra extremada, defendida por Tertuliano, que vê entre a “sabedoria cristã” e a “sabedoria pagã”, ou entre fé e razão, um antagonismo ou um fosso intransponível. Nessa perspectiva do entre-dois, três questões principais serão examinadas: (a) a relação entre filosofia e religião cristã; (b) o problema dos “filósofos platônicos”; (c) os conceitos de reminiscência e memória.

Palavras-chave


Agostinho. Filosofia. Platão. Plotino. Memória. Entre-dois.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-6746.2012.2.10653



ATENÇÃO

Sistema em manutenção

Migração do sistema OJS para a versão 3.0. Durante este período os usuários:

  • Poderão acessar todo o conteúdo já publicado
  • Não poderão efetivar encaminhamentos do fluxo editorial (submissão, avaliação, publicação)

Previsão: 06/07/2020


ISSN-L: 0042-3955 | e-ISSN: 1984-6746


Exceto onde especificado diferentemente, aplicam-se à matéria publicada neste periódico os termos de uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, que permite o uso irrestrito, a distribuição e a reprodução em qualquer meio desde que a publicação original seja corretamente citada. Copyright: © 2006-2020 EDIPUCRS