A Lei Natural de Tomás de Aquino Como Princípio da Razão Prática e a Segunda Escolástica

Ludger Honnefelder

Resumo


A teoria da lei natural sofre uma transformação na Segunda Escolástica (séculos 16-17), que pode ser entendida como uma resposta a uma experiência de crise. Aqui, não se trata só de uma comparação entre a visão de mundo cristã e a ética aristotélica, mas está em jogo a relação entre essa síntese e as tradições dos novos povos descobertos, dando impulso ao debate acerca de uma base moral obrigatória a ser encontrada na própria natureza e com validade universal. No intuito de explicar essas questões, os autores dos séculos 16 e 17 se voltaram grandemente a Tomás de Aquino. Mas, a abordagem da lei natural, por Scotus, também desempenha um papel significativo nesse contexto. A sua teoria da lei natural, com uma ênfase particular no papel da vontade e da autoridade divinas para tornar manifesto o conteúdo (como tal racional) da lei natural lato sensu e com um acento no conceito de “consonância”, deve ser destacada para que se ganhe clareza sobre novos aspectos da teoria da lei natural na Segunda Escolástica.

Palavras-chave


Tomás de Aquino. João Duns Scotus. Lei natural. Razão prática. Segunda Escolástica.

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ISSN-L: 0103-314X

e-ISSN: 1980-6736



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