A experiência humana da morte e a esperança cristã no testemunho de Edith Stein

Leomar Antonio Brustolin, Patrícia Espíndola de Lima Teixeira

Resumo


Consciente de sua finitude, a pessoa humana traz em si a vontade de eternidade. Com a percepção de ser finito, o ser humano compreende que o viver comporta o morrer. Em diferentes instâncias, a sociedade contemporânea tem evitado a consciência de finitude, gerando seres que agem como ilimitados. A busca pela significância da morte, provoca também, o questionamento sobre o sentido da vida. O presente artigo aborda a experiência humana como uma pedagogia, um caminho condutor ao sentido da morte à luz do cristianismo. Para isso, analisa na essência cristã o valor da conversão, da comunhão e da esperança eterna. Como ilustração desse processo, o texto faz uma breve investigação sobre a experiência da morte no testemunho de conversão e martírio da filósofa alemã Edith Stein (1891-1942). Edith Stein tem sua vida interrompida em Auschwitz durante a II Guerra Mundial. O híbrido vida e obra steiniana carrega a marca do período entre guerras,  pontando para o valor inegociável da vida humana e pela verdade da fé. Unida a cruz de Cristo, a quem compreendeu como o Verbo Encarnado, Morto e Ressuscitado, percorreu o caminho do sentido com a certeza de que a glória da ressurreição, passa pelo significado salvífico da cruz.

Palavras-chave


Morte. Finitude. Eternidade. Esperança Cristã. Edith Stein.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1980-6736.2016.2.29243

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