Busca de harmonia entre religião e ciência no Brasil: Reflexões a partir do ano de Darwin

Mário Antonio Sanches, Sergio Danilas

Resumo


Ao se estudar a relação religião e ciência, aceitamos a classificação de Barbour que identifica quatro posições: conflito, independência, diálogo e integração. Percebe-se que as duas primeiras são negativas e não contribuem para incrementar as relações; as outras duas, positivas, merecem ser valorizadas para assim contribuírem para a construção de um mundo melhor. Destaca-se também a reflexão de Francis Collins a respeito, por ser notável cientista e aceitar uma visão teísta da realidade. Este trabalho analisou periódicos do ano de Darwin no Brasil, buscando explicitar o modo como eles abordam a relação religião e ciência, mais especificamente, criação e evolução. No âmbito do magistério da Igreja Católica, encontram-se em seus textos mais recentes, argumentações que apresentam uma posição favorável à aceitação da realidade científica, oferecendo até um incentivo para fortalecer as relações religião-ciência. Essa posição favorável ao diálogo também acontece nos textos de vários cientistas que além de confirmarem suas crenças no transcendental, mostram-se abertos para um diálogo harmonioso e aceitam de maneira clara que a integração entre os conhecimentos pode ser frutuosa para ambas as partes e, como resultante, trazer benefícios diretos à humanidade.

Palavras-chave


Religião e ciência. Teologia e ciências naturais. Criação e evolução. Darwin.

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ISSN-L: 0103-314X

e-ISSN: 1980-6736



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