Autismo e psicodiagnóstico de Rorschach

Regina Sonia Gattas Fernandes do Nascimento, Ceres Alves de Araújo, Francisco Baptista Assumpção Junior

Resumo


A pesquisa teve como objetivo avaliar e analisar as características cognitivas e afetivas de crianças diagnosticadas com
autismo e que apresentavam inteligência conservada, através do Psicodiagnóstico de Rorschach pelo Sistema Com-
preensivo de Exner. Crianças com essa condição apresentam déficit nos processos afetivos-sociais básicos desde idades muito precoces. Foram estudados, pelo teste de Rorschach, 21 meninos, com idade variando entre 6 anos e 3 meses
a 16 anos e 3 meses diagnosticados como autistas, através dos critérios do DSM IV-TR e que apresentavam indícios de inteligência na faixa de normalidade, medida pela Escala de Inteligência Wechsler para Crianças, terceira edição. Os dados obtidos mostraram a existência de uma relativa integridade do processamento perceptivo-cognitivo. Foi positivo o índice do déficit relacional, demonstrando dificuldades em enfrentar as demandas comuns do meio social, dado com-
patível com a descrição clínica do quadro. Quanto às variáveis selecionadas para serem observadas, encontrou-se uma grande variabilidade em muitas delas, o que indica que não se pode afirmar que façam parte de um perfil específico para
crianças com Transtornos Globais de Desenvolvimento, constituindo-se provavelmente, em características individuais.

Palavras-chave


autismo; psicodiagnóstico de Rorschach; inteligência; afeto.

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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