Ajuda versus cola: será que uma “rosa é uma rosa é uma rosa”?

Natalia Lourenço Coelho, Hartmut Günther, Arthur de Oliveira Corrêa, Cláudio Teodoro Peixoto Franco, Larissa Ricardo do Amaral Lopes, Lude Marieta Gonçalves dos Santos Neves, Rebeca Morais de Paula, Thayana Adrien Neves Pastori

Resumo


Existem poucos estudos empíricos sobre as implicações de escolher uma ou outra palavra ao se construir um questionário. Aproveitou-se um estudo sobre honestidade acadêmica para verificar se o uso da palavra ajuda, ao invés de cola, faria uma diferença na participação e nas respostas de alunos do ensino médio. Participaram 540 alunos de uma escola particular e de duas escolas públicas em Brasília entre 15 e 19 anos, sendo 53% do sexo feminino. Duas formas de um mesmo questionário foram aplicadas em salas de aula, sendo a única diferença o uso da palavra ajuda versus cola nas 14 perguntas sobre comportamento durante as provas. Análises individuais dos 14 itens mostraram poucas diferenças entre os comportamentos relatados nas duas formas do instrumento. Por outro lado, encontraram-se diferenças significativas nas frequências com a qual perguntas foram deixadas em branco, fato que pôde ser observado mais vezes na forma “cola”. As poucas diferenças nos itens individuais podem ser explicadas pela compreensão metafórica das perguntas. Já a maior falta de respostas de uma das formas do questionário aponta para o cuidado com a formulação de perguntas sensíveis.

Palavras-chave


Construção de questionário; ajuda; cola; escolha de palavras.

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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