Psicologia e história: acerca da construção de árvores genealógicas ou como retomar lembranças de família em sociedades de rede

Adriane Roso

Resumo


Nesse texto, algumas reflexões de cunho teórico são desenvolvidas a respeito da elaboração de árvores genealógicas, com o intuito de compreender a importância desse objeto representacional na modernidade. Parte-se do pressuposto de que a elaboração de árvores genealógicas pode ser uma forma de narrativa que veicula representações sociais. Através delas as pessoas se reelaboram enquanto sujeitos simbólicos e podem reinventar o sentido de viver em comunidade/s. A discussão é baseada na Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici e no conceito de Sociedade em Rede de Manuel Castells. Constatou-se que o conhecimento do senso comum pode se expandir em direção à psicologia de um modo frutífero quando se articula árvores genealógicas com o genograma. Além do mais, concluiu-se que a elaboração de árvores genealógicas não é necessariamente um ato individualista e de reforço das relações sociais de dominação, mas um modo de resistir ao instituído e uma tentativa de construção/reforço de laços comunitários.

Palavras-chave


Psicologia; história; representações sociais, comunidade; genealogia, árvore genealógica

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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