Novas configurações familiares e suas implicações subjetivas: reprodução assistida e família monoparental feminina

Leônia Cavalcante Teixeira, Flávia Soares Parente, Georges Daniel Bloc Boris

Resumo


Este artigo discute o significado da maternidade na contemporaneidade, tendo em vista o surgimento das novas tecnologias de reprodução assistida (RA). Este texto analisa a família contemporânea não mais como uma unidade ou como um modelo único de estruturação, compreendendo que, hoje, há arranjos familiares diversos e que é cada vez mais comum a composição de famílias monoparentais. A reprodução assistida é analisada a partir dos significados simbólicos referentes à procriação, particularmente quanto ao desejo e à filiação, entendidos à luz da psicanálise nas interfaces com a antropologia, a sociologia e a medicina reprodutiva. A maternidade é interrogada, ora como destino, ora como projeto da mulher. À guisa de conclusão, ratificamos a importância de discussões não normatizadoras e maniqueístas acerca dos modos de constituição familiar e de suas implicações nas subjetividades singulares e coletivas.

Palavras-chave


família, monoparentalidade, subjetividade, medicina reprodutiva, genero

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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