Apego em adolescentes institucionalizadas: processos de resiliência na formação de novos vínculos afetivos

Débora Dalbosco Dell’Aglio, Juliana Xavier Dalbem

Resumo


Este estudo investigou a representação do apego em adolescentes institucionalizadas por medidas de proteção, através de três estudos de caso, de meninas entre 12 e 14 anos, que experienciaram separações da figura materna na infância. Os dados foram coletados nas instituições, através da inserção ecológica, análise dos prontuários, entrevistas com profissionais da equipe técnica e entrevistas individuais com as adolescentes. As entrevistas semidiretivas, elaboradas a partir de instrumentos de avaliação do apego, examinaram as percepções das participantes sobre relações com cuidadores na infância, relação atual com essas figuras, vivências de separações ou perdas, qualidades e percepções atribuídas às relações e experiências da infância. Os dados foram discutidos identificando-se os aspectos atribuídos aos padrões de apego, tendo sido observados os padrões preocupado/ansioso e evitativo/desapegado, nos casos investigados. Os resultados apontaram presença de processos de resiliência na construção de novas relações afetivas estabelecidas após a institucionalização, tanto com pares como com adultos.
Palavras-chave: Apego; resiliência; institucionalização; adolescência.

Palavras-chave


Apego; resiliência; institucionalização; adolescência

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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