Apadrinhamento Afetivo: Construindo Laços de Afeto e Proteção

Juliana Sonego Goulart, Simone dos Santos Paludo

Resumo


Este estudo buscou analisar a evolução do Programa Apadrinhamento Afetivo ao longo de cinco edições e identificar o seu significado para todos aqueles que estão inseridos neste. O estudo documental e restrospectivo identificou que foram encaminhadas 166 crianças/adolescentes e se candidataram 148 pessoas, mas apenas 59 apadrinhamentos foram efetivados. Entrevistas foram realizadas com 25 afilhados que ainda se encontravam acolhidos e um questionário foi aplicado aos seus respectivos padrinhos e madrinhas. Para os afilhados o apadrinhamento é uma possibilidade de afeto ou cuidado fora do espaço institucional enquanto para os padrinhos e as madrinhas é uma forma de ajudar outras pessoas. O Programa tem cumprido seu papel à medida que permite uma nova construção de laços de afeto e proteção.


Palavras-chave


Programa Apadrinhamento Afetivo. Acolhimento institucional. Proteção.

Texto completo:

PDF

Referências


Alexandre, D. T., & Vieira, M. L. (2004). Relação de apego entre crianças institucionalizadas que vivem em situação de abrigo. Psicologia em Estudo, 9(2), 207-217.

Barros, R. C., & Fiamenghi Jr., G. A. (2007). Interações afetivas de crianças abrigadas: um estudo etnográfico. Ciência & Saúde Coletiva, 12(5), 1267-1276.

Brasil (1990). Estatuto da criança e do adolescente. Diário Oficial da União. Lei n. 8069, de 13 de julho de 1990. Brasília, DF.

Cavalcante, L. I. C., Magalhães, C. M. C., & Pontes, F. A. R. (2007). Institucionalização precoce e prolongada de crianças: discutindo aspectos decisivos para o desenvolvimento. Aletheia, 25, 20-34.

Conselho Nacional de Justiça. (2011). Cor e idade ainda são entraves à adoção. Recuperado em 13 novembro, 2011 de http://www.adocaobrasil.com.br/2011/11/cor-e-idade-ainda-sao-entraves-adocao.html

Costa, N. R. A., & Rossetti-Ferreira, M. C. (2007). Tornar-se pai e mãe em um processo de adoção tardia. Psicologia Reflexão e Crítica, 20(3), 425-434.

Costa, N. R. A., & Rossetti-Ferreira, M. C. (2009). Acolhimento familiar: uma alternativa de proteção para crianças e adolescentes. Psicologia Reflexão e Crítica, 22(1), 111-118.

Dias, C., Silva, R. & Fonseca, C. (2008). A adoção de crianças maiores na perspectiva dos pais adotivos, Contextos Clínicos, 1(1), 28-35.

Guareschi, N. M. F., Strenzel, J. C., & Bennemann, T. (2007). Quem está apto?: A prática da adoção e marcadores identitários. Aletheia, 25(1), 163-176.

Instituto Amigo De Lucas. (2004). Programa de Apadrinhamento Afetivo – Rio Grande do Sul. Consultado em 1 maio, 2011 de http://www.amigosdelucas.org.br

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2003).

Levantamento Nacional dos Abrigos para Crianças e Adolescentes da Rede de Serviço de Ação Continuada (SAC) (Relatório de Pesquisa nº 1). Brasília, DF: Autor.

Lei 12.010 de 29 de julho de 2009 (2009). Dispõe sobre adoção. Brasília, DF. Consultado em 26 outubro, 2011, de http://www.planalto.

gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Especial de Direitos Humanos. (2006). Plano nacional de promoção, defesa e garantia do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária. Brasília, DF: Autores.

Moré, C. L. O. O., & Sperancetta, A. (2010). Práticas de pais sociais em instituições de acolhimento de crianças e adolescentes. Psicologia & Sociedade, 22(3), 519-528.

Mota, C. P., & Matos, P. M. (2008). Adolescência e insti-

tucionalização numa perspectiva de vinculação. Psicologia & Sociedade, 20(3), 367-377.

Noal, J., & Neiva-Silva, L. (2007). Adoção, adoção tardia e apadrinhamento afetivo: intervenção em relação a crianças e adolescentes vítimas de abandono e institucionalizadas. In Hutz, C. (Org). Prevenção e intervenção em situações de risco e vulnerabilidade (pp. 04-48). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Oliveira, A. P. G., & Milnitsky-Sapiro, C. (2007). Políticas públicas para adolescentes em vulnerabilidade social: abrigo e provisoriedade. Psicologia Ciência e Profissão, 27(4), 622-635.

Oliveira, S. V., & Próchno, C. C. S. C. (2010). A vinculação afetiva para crianças institucionalizadas à espera de adoção. Psicologia Ciência e Profissão, 30(1), 62-84.

Padilha, M., Borba, R., Grillo, F., Dahmer, C., & Paludo, S. (2010). Apadrinhamento afetivo: uma alternativa de cuidado às crianças institucionalizadas, Revista do SAJU: para uma visão crítica e interdisciplinar do Direito, 6(1), 79-104.

Pereira, J., & Costa, L. (2005). Os desafios na garantia do direito à convivência familiar. Rev Bras Cresc Desenv Hum, 15(1), 19-31.

Silva, E. R. (2004). O direito à convivência familiar e comunitária: Os abrigos para crianças e adolescentes no Brasil. Brasília: IPEA/CONANDA.

Silva, E. R. A., & Aquino, L. M. C. (2005). Os abrigos para crianças e adolescentes e o direito à convivência familiar e comunitária. Políticas sociais – acompanhamento e análise, 11, 186-193. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Siqueira, A. C., Betts, M. K., & Dell’Aglio, D. D. (2006). A rede de apoio social e afetivo de adolescentes institucionalizados no sul do Brasil. Revista Interamericana de Psicologia, 40(2), 149-158.

Siqueira, A. C., & Dell’Aglio, D. D. (2006). O impacto da institucionalização na infância e na adolescência: uma revisão de literatura. Psicologia & Sociedade, 18(1), 71-80.

Siqueira, A.C., Tubino, C. L., Schwarz, C., & Dell’Aglio, D. D. (2009). Percepção das figuras parentais na rede de apoio de crianças e adolescentes institucionalizados. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 61(1). Recuperado em 12 de novembro 2011, de http://146.164.3.26/seer/lab19/ojs2/index.php/ojs2/article/viewArticle/175/311.

Siqueira, A. C., Zoltowski, A. P., Giordani, J. P., Otero, T. M., & Dell’Aglio. (2010). Processo de reinserção familiar: estudo de casos de adolescentes que viveram em instituição de abrigo. Estudos de Psicologia, 15(1), 07-15.

Sousa, K. K., & Paravidini, J. L. L. (2011). Vínculos entre crianças em situação de acolhimento institucional e visitantes da instituição. Psicologia: Ciência e Profissão, 31(3), 536-553.

Souza, I. F., Cabral, J., & Berti, R. B. (2010). O reconhecimento do direito da criança e do adolescente à convivência familiar e comunitária no Brasil. Espaço Jurídico (Joaçaba), 11(1), 125-148.

Vasconcelos, Q. A., Yunes, M. A.M., & Garcia, N. M. (2009). Um estudo ecológico sobre as interações da família com o abrigo. Paidéia, 19(43), 221-229.

Weber, L. N. D., & Kossobudzki, L. H. M. (1996). Filhos da solidão: institucionalização, abandono e adoção. Curitiba: Governo do Estado do Paraná.




DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1980-8623.2014.1.12439



e-ISSN: 1980-8623

ISSN-L: 0103-5371

*********************************

Este periódico é membro do COPE (Committee on Publication Ethics) e adere aos seus princípios. http://www.publicationethics.org

Licença Creative Commons

Exceto onde especificado diferentemente, a matéria publicada neste periódico é licenciada sob forma de uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 

Políticas Editoriais das Revistas Científicas Brasileiras. Disponibilidade para depósito: Azul.

 

 

Copyright: © 2006-2019 EDIPUCRS