Tensões do Trabalho com Grupos na Estratégia Saúde da Família

Juliana Dal Ponte Tiveron, Carla Guanaes-Lorenzi

Resumo


Este artigo objetiva discutir o emprego de práticas grupais na Estratégia Saúde da Família, com destaque às tensões presentes nas práticas discursivas de profissionais de saúde acerca desse tema. As informações apresentadas foram obtidas a partir da gravação em áudio e transcrição de “grupos de discussão”, realizados com profissionais de saúde da família de um município do interior de São Paulo, e foram analisadas com base em procedimentos qualitativos de análise temática. Resultou dessa análise, a nomeação de três tensões discursivas: Grupo terapêutico versus Grupo não-terapêutico; Adesão como responsabilidade do paciente ou da equipe; e Manejo Diretivo versus Manejo Participativo. Discutimos que tais tensões representam desafios ao emprego dos grupos como ação de cuidado em saúde pois refletem ainda a presença de uma perspectiva fragmentada de cuidado, um distanciamento na relação dos profissionais com a comunidade, e o predomínio de um discurso de responsabilização individual pela adesão ao tratamento.

Palavras-chave


Estratégia saúde da família; Grupos; Trabalho em grupo; Construcionismo social; Psicologia.

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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