As propagandas da Revista Feminina (1914-1936): a invenção do mito da beleza

Ana Carolina Eiras Coelho Soares, Neide Célia Ferreira Barros

Resumo


O presente artigo trata do mercado de consumo que se desenvolveu no Brasil no fim do império e início da primeira República em torno da imensa valoração do corpo (limpo, saudável, branco e reprodutivo) da mulher como centro da sua identidade. A análise das publicidades da Revista Feminina, importante periódico brasileiro do início do século XX, a partir dos discursos publicitários permite compreender a construção do corpo feminino que, já no início do referido século, recebia um influxo de informações para talhar a mulher nos moldes ansiados pela sociedade e, ao mesmo tempo, ensinar a esta mulher como deveria ser, parecer e qual era seu papel nesse grupo. Dessa maneira, buscou-se entender a historicidade das representações sobre o corpo feminino e de que maneira as características a ele imputadas permanecem como heranças sociais de poder e cultura.

 


Palavras-chave


Modernidade; Gênero; Beleza; Publicidade; Brasil República.

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Referências


FONTES

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Revista Feminina. Janeiro de 1915.

Revista Feminina. Janeiro à Dezembro de 1921.

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Acervos da Revista Feminina Disponíveis em:

Arquivo Estadual de São Paulo. Online. Disponível em

Biblioteca da Universidade Estadual de São Paulo. Online. Disponível em

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/2178-3748.2014.1.14655

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