Relação gramatical objeto direto: a interface entre sintaxe, semântica e pragmática

Nedja Lima de Lucena

Resumo


O presente artigo tem por objetivo investigar as manifestações discursivas da relação gramatical objeto direto, tomando por base os níveis sintático-semântico e discursivo-pragmático que subjazem à manifestação desse elemento. Para isso, a pesquisa é orientada pelo quadro teórico do funcionalismo, na sua vertente norte-americana e brasileira. Essa corrente teórica compartilha a visão de que a língua é um organismo vivo e maleável, sujeito às pressões oriundas dos contextos socioculturais. A gramática, por sua vez, é o resultado de padrões linguísticos criados, mantidos e sistematizados no e para o uso da língua. A análise prioriza os tipos semânticos de verbo e sua relação com o argumento codificado sintaticamente como objeto direto. Os objetos diretos são classificados quanto à codificação morfológica (Sintagma Nominal lexical ou Sintagma Nominal pronominal), papel temático e status informacional. A fonte dos dados empíricos é o Corpus Discurso & Gramática: a língua falada e escrita na cidade do Natal (FURTADO DA CUNHA, 1998), composto por textos na modalidade falada e seus correspondentes na modalidade escrita.

Palavras-chave


objeto direto; protótipo; funcionalismo.

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e-ISSN: 1984-4301


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