Uma análise prototípica do objeto direto

Eduardo Elisalde Toledo, Luiz Carlos da Silva Schwindt

Resumo


Este trabalho tem como objetivo descrever os traços morfológicos, sintáticos e semânticos que definem o protótipo do objeto direto em textos escritos do português brasileiro, através da análise de 100 redações do Concurso Vestibular UFRGS (2007). Tal abordagem é baseada no modelo descritivo de Perini (1989), que propõe a representação de classes, funções e processos gramaticais através de matrizes de traços distintivos. As hipóteses fundamentais deste trabalho estão expressas em uma matriz que inclui traços morfológicos, sintáticos e semânticos. Quanto aos traços morfológicos, consideramos nome, pronome, oração e objeto nulo. No que diz respeito aos traços sintáticos, apassivação, preenchimento de posição entre o verbo e o objeto e padrão V(verbo) + O(objeto). Em relação aos traços semânticos, consideramos os papéis temáticos de tema, agente, causador de experiência, produto e tempo. Procedemos à coleta e classificação de 1.309 dados nos textos em análise, tomando como sentença-alvo sentenças declarativas, principais e subordinadas. Desse modo, levantamos os percentuais de emprego de cada traço. Os resultados das frequências dos traços apontam para as seguintes características do protótipo do objeto direto no português brasileiro: morfologicamente, [+ nome]; sintaticamente [+ padrão VO, - preenchimento de posição V_O]; e semanticamente, [+ tema].

Palavras-chave


objeto direto; protótipo; escrita

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e-ISSN: 1984-4301


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