Influência da percepção inferencial na formação de vogal epentética em estrangeirismos
Aline Aver Vanin
Resumo
O objetivo deste texto é mostrar que o fenômeno da epêntese em vocábulos de origem estrangeira é resultado da percepção. Nesse sentido, o falante de português moldará palavras que não lhe são foneticamente habituais a fim de adequá-las ao seu sistema silábico. Parte-se da hipótese de que a percepção do falante em relação à estrutura silábica em sua língua é um elemento-chave na formação de inferências interpretativas quanto à pronúncia de estrangeirismos, visto que, nesse processo, o falante une as informações (fonológicas) adquiridas em contato com sua língua-mãe àquelas da língua estrangeira, criando uma vogal ilusória a fim de que o molde silábico que ele conhece seja preenchido. É por esse motivo que status, por exemplo, pode ser pronunciado com a inserção da vogal epentética como em [is‘tatus].
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