O autor que traduz: Chateaubriand e Paraíso Perdido de John Milton

Cristian Cláudio Quinteiro Macedo

Resumo


O presente artigo é o resultado de uma pesquisa de Historiografia da Tradução que visa apresentar alguns apontamentos historiográficos sobre a publicação e a recepção da tradução em francês de Paraíso Perdido, de Milton, feita por François-René de Chateaubriand, em 1836. Ele propunha realizar uma tradução literal, “palavra por palavra, como um dicionário”, o que demarcaria, na visão de Chateaubriand, uma “revolução na maneira de traduzir”. O estudioso da tradução George Mounin considera essa obra um dos marcos da transformação na maneira francesa de traduzir. Já Antoine Berman a evoca na sua defesa de uma tradução literal na contemporaneidade. A partir do modelo histórico descritivo de Historiografia da Tradução de Brigitte Lépinette, buscamos compreender as noções de autor e tradutor implícitos nos discursos de Chateaubriand e de seus críticos ao se reportarem à obra por ele traduzida.


Palavras-chave


Historiografia da Tradução. Estudos da Tradução. Palavra por palavra.

Texto completo:

PDF

Referências


BERMAN, Antoine. A Tradução e a Letra ou o Albergue do Longínquo. Tradução Marie-Hélène C. Torres et al. Florianópolis: PGET/UFSC, 2013.

BULLETIN. Les Deux Bourgognes. Dijon, p. 325-344, 1836.

CHASLES, Victor. Essai sur la littérature anglaise. Journal des Débats, Paris, p. 3-4, 14 jul., 1836a.

CHASLES, Victor. Le Paradis Perdu de Milton. Journal des Débats, Paris, p. 3-4, 14 set., 1836b.

CHASLES, Victor. Le Paradis Perdu de Milton. Journal des Débats, Paris, p. 3-4, 28 set. 1836c.

DESLILE, Jean; WOODSWORTH, Judith (org.). Os tradutores na História. Tradução Sérgio Bath. São Paulo: Ática, 1998.

D’HULST, Lieven. Cent ans de théorie française de la traduction. Lille: Presses Universitaires de Lille, 1990.

https://doi.org/10.7202/004303ar

D’HULST, Lieven. Enseigner la traductologie: pour qui et a quelles fins? Meta, Montreal, n. 39, p. 8-14, 1994.

https://doi.org/10.7202/002562ar

D’HULST, Lieven. Pour une historiographie des théories de la traduction: questions de méthode. TTR: traduction, terminologie, rédaction, Laval, n. 8, p. 3-33, 1995.

https://doi.org/10.7202/037195ar

G.D.F. Revue littéraire et artistique. Journal des beaux-arts et de la littérature, Paris, p. 17-21, 10 jul., 1836.

GONZALÈS, Emmanuel. Michelet, memoires de Luther. L’Indépendant, Paris, p. 2, 05 jun. 1836.

HURTADO ALBIR, Amparo. Enseñar a traducir. Madrid: Edelsa, 1999.

KOSELLECK, Reinhart. O conceito de história. Tradução René Gertz. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

LAROUSSE, Pierre. Grand Dictionnaire universel du XIXe siècle. Tomo 3. Paris: Administration du Grand Dictionnaire universel, 1867.

https://doi.org/10.4000/books.pup.1890

LÉPINETTE, Brigitte. La historia de la traducción. Metodología. Apuntes bibliográficos. In: LÓPEZ, Pilar; PINILLA, José. Historiografía de la traducción en el espacio ibérico. Cuenca: Universidad de Castilla-La Mancha, 2015. p. 139-152.

https://doi.org/10.24197/her.20.2018.605-607

MARTINS, Márcia. As relações nada perigosas entre história, filosofia e tradução. Cadernos de Tradução, Florianópolis, n. 1, p. 37-51, 1996.

MILTON, John. Le Paradis Perdue. Trad. Chateaubriand. Paris: Charles Gosselin et Furne, 1836.

MOUNIN, Georges. Les Belles Infidèles. Villeneuve d’Ascq: Presses Universitaires du Septentrion, 2016.

MOUNIN, Georges. Teoria e storia della traduzione. Torino: Einaudi, 1965.

NOAILLY, Michèle. Être Chateaubriand ou rien. Langue française, Paris, n. 146, p. 39-52, 2005.

https://doi.org/10.3917/lf.146.0039

NOUVELLES. L’Écho du monde savant. Paris, p. 98, 09 jun. 1836.

SPIQUEL, Agnès. John Milton, Le Paradis perdu, trad. Chateaubriand, par Claude Mouchard. Romantisme, Paris, n. 74. p. 101-103, 1991.

STEINER, George. Depois de Babel. Tradução Carlos Alberto Faraco. Curitiba: Editora UFPR, 2005.

WOODSWORTH, Judith. History of Translation. In: BAKER, Mona; MAHNLGRER, Kirsten. Routledge Encyclopedia of Translation Studies. Londres/Nova York: Routledge, 1998. p. 100-105.




DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2019.1.32237

e-ISSN: 1984-4301 

 

Avaliação do Qualis CAPES - 2013/2016

ÁREA CAPES - Linguística / Literatura

CLASSIFICAÇÃO DE PERIÓDICO - B1



Este periódico é membro do COPE (Committee on Publication Ethics) e adere aos seus princípios. http://www.publicationethics.org

Licença Creative Commons
Exceto onde especificado diferentemente, a matéria publicada neste periódico é licenciada sob forma de uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 

Políticas Editoriais das Revistas Científicas Brasileiras. Disponibilidade para depósito: Azul.

 

 

Copyright: © 2006-2019 EDIPUCRS