Águas que desenham Moçambique

Cláudia Mentz Martins, Neiva Kampff Garcia

Resumo


Nos poemas escritos por Mia Couto, assim como na sua produção literária em geral, verificamos a presença da água como um fio condutor. Em nossa percepção, a água é símbolo e/ou metáfora de múltiplos sentidos. Ela conduz o conhecimento, o tempo e a memória, renova e reestrutura a realidade do homem e do meio em que este vive. É o elemento transitório de que fala Gaston Bachelard, sendo ainda o símbolo cosmogônico da eternidade. Na poesia, em especial, se presencializa como personagem, cenário e tema. Sob a ótica do que designamos como águas moçambicanas, tomamos a produção poética do autor e constatamos que das águas eternas, passageiras, criadoras, destruidoras, reais ou simbólicas se nutrem vários poemas de Mia Couto.


Palavras-chave


Mia Couto; Poesia; Águas moçambicanas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2018.1.28690

e-ISSN: 1984-4301 

 

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