A casa do sol e o imaginário do tempo: ocupação criativa do legado de Hilda Hilst

Alessandra Paula Rech

Resumo


O presente artigo resulta de pesquisa em andamento sobre o programa Residência Criativa, desenvolvido na Casa do Sol, onde viveu a escritora Hilda Hilst (1930-2004). O programa gera recursos para a manutenção do espaço, e possibilita a interação com o acervo, o compartilhamento de ideias e a continuidade da criação, em diálogo com sua memória. A abordagem toma como ponto de partida entrevistas com criadores e residentes, a fim de demonstrar a dimensão cultural da iniciativa, sua relevância e originalidade. Inclui, ainda, reflexões sobre a simbologia da casa, na linha de Bachelard. Partindo do pressuposto que essa forma de ocupação do patrimônio imaterial se insere num imaginário característico da
pós-modernidade, o referencial teórico abarca Maffesoli e Bourriaud, a fim de refletir sobre as novas formas de relação no âmbito da cultura.


Palavras-chave


Hilda Hilst; Patrimônio imaterial; Economia criativa; Ocupação; Pós-modernidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2017.2.26435

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