Rape in J. M. Coetzee’s Fiction: Disgrace, Diary of a bad year and Elizabeth Costello

Mariana Chaves Petersen

Resumo


*O estupro na ficção de J. M. Coetzee: Desonra, Diário de um ano ruim e Elizabeth Costello*

O estupro é um tema recorrente na ficção de J. M. Coetzee, estando presente em romances como Desonra (1999), Diário de um ano ruim (2007) e Elizabeth Costello (2004). O objetivo deste trabalho é analisar cada representação de estupro desses romances para discutir as visões de violência e de desgraça apresentadas, relacionando-as às visões do próprio Coetzee, como a do quê – apesar de ele negar a censura – talvez seja melhor não ser dito. Em Desonra, David Lurie se vê caindo em desgraça após ser acusado pela aluna com quem teve um caso abrupto. Mais tarde, sua filha, Lucy, é brutalmente estuprada e prefere manter o incidente como privado. Ela acaba questionando a sexualidade masculina como um todo. Em Diário de um ano ruim, Anya acredita que a desonra recai sobre aqueles que a estupraram, e não sobre ela. Entretanto, Señor C discorda, vendo a desonra como miasma. Finalmente, em Elizabeth Costello, a protagonista relembra uma experiência com o mal pela qual passou com um homem. Ela então defende que algumas coisas não deveriam ser lidas ou escritas e discute o risco pelo qual escritores passam ao explorar áreas mais sombrias da experiência humana, visão que ecoa a de Coetzee.


Palavras-chave


J. M. Coetzee; Estupro; Desgraça; Desonra.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2017.1.24086

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