Aquisição da lateral silábica do inglês: uma análise via Teoria da Otimalidade Estocástica

Fernando Cabral Alves, Rubens Marques Lucena

Resumo


Este artigo busca principalmente propor um modelo de gramática que descreva e explique o processo de aquisição da lateral silábica do inglês por aprendizes brasileiros. Pretendemos responder às seguintes questões: 1) Qual gramática está sendo adquirida? Mais especificamente: qual é a gramática que licencia a forma [ɫ̩] na língua inglesa de falantes nativos (bem como suas variantes)? 2) Quais são as principais etapas pelas quais a gramática da interlíngua do aprendiz brasileiro no processo de aquisição de [ɫ̩] passa? 3) Como explicar a variação na interlíngua durante todo o processo de aquisição? É possível prever as variantes que irão emergir no processo de aquisição de [ɫ] juntamente com suas frequências e estabelecer os limites da variabilidade? Para responder tais questões, fazemos uso da Teoria da Otimalidade em sua versão Estocástica e seu Gradual Learning Algorithm (BOERSMA & HAYES, 2001). Nosso modelo foi embasado e testado por dados empíricos de um estudo realizado por nós assim como de outros autores.     


Palavras-chave


Variação linguística; Teoria da Otimalidade Estocástica; Aquisição de L2.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2014.2.17920

e-ISSN: 1984-4301 

 

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