Memórias de guerra na literatura brasileira contemporânea: dissolução de um passado concreto

Regina Célia dos Santos Alves, Willian André

Resumo


Este estudo tem por objetivo deitar olhos sobre certa vertente da literatura brasileira contemporânea que, em oposição à construção bem definida de um passado apreensível, opta por embrenhar-se pelas malhas da dissolução, tornando borrada/distorcida a memória da experiência vivida. Especificamente, pretendemos tratar, aqui, das memórias da guerra. Para tanto, serão analisados trechos de dois textos em prosa publicados na segunda metade do século XX, separados por certo intervalo temporal: o romance Vaca de nariz sutil (1961), de Campos de Carvalho, e a novela “O oco” (1973), de Hilda Hilst. Os narradores de ambos os textos pretendem construir memórias de uma guerra vivida, mas tais memórias prescindem de referências espaço-temporais precisas: sabemos apenas que houve a guerra, mas é impossível determinar quando ou onde ela ocorreu, e mesmo contra quem ou em razão de quê se lutava.

Palavras-chave


memórias da guerra; literatura brasileira contemporânea; dissolução da identidade

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-4301.2014.1.16686

e-ISSN: 1984-4301 

 

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