Palavra e imagem em Valêncio Xavier: a recuperação do passado na intersecção da memória e da invenção

Kim Amaral Bueno

Resumo


Este ensaio analisa a obra Minha mãe morrendo e O menino mentido, de Valêncio Xavier (2001). A estratégia narrativa empregada por Xavier, tramando palavra e imagem na elaboração de seu texto, problematiza as possibilidades de apreensão da realidade pelos códigos estéticos verbal e imagético, da mesma forma que coloca sob suspeita o próprio estatuto do texto de ficção literário como meio de recuperação do tempo e da memória. Os conceitos de ficcionalidade (característica inerente à linguagem verbal) e de a-ficcionalidade (inerente à imagem fotográfica) propostos por Roland Barthes (2006) constituem-se como suporte teórico para que se compreenda a intrincada relação arquitetada por Xavier na tessitura de uma narrativa que, ao mesmo tempo em que busca resgatar o imaginário de um tempo passado, precisa inventar um tempo presente que não seja traído pela memória.

Palavras-chave


Literatura Comparada; intertextualidade; Valêncio Xavier; Roland Barthes.

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e-ISSN: 1984-4301 

 

Avaliação do Qualis CAPES - 2013/2016

ÁREA CAPES - Linguística / Literatura

CLASSIFICAÇÃO DE PERIÓDICO - B1



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