A representação discursiva da irmandade na fronteira Jaguarão/Rio Branco

Alessandra Avila Martins

Resumo


Historicamente, a região de fronteira Brasil/Uruguai foi marcada por fortes conflitos entre portugueses e espanhóis, que lutavam pela ocupação do território. Esses conflitos acabaram por dividir territorialmente e culturalmente os dois povos ibéricos envolvidos. A partir deste cenário de disputa, vivenciado nos séculos XVIII e XIX, esta pesquisa ganha contornos no que tange à suposta relação de irmandade vivenciada pelos atuais moradores da fronteira Jaguarão/Rio Branco. O estudo foi realizado em Jaguarão, cidade localizada no sul do Rio Grande do Sul, que faz fronteira com o município de Rio Branco, no Uruguai. Pela proximidade geográfica e cultural entre os dois municípios fronteiriços, este trabalho investiga a representação da irmandade na voz do jaguarense na relação com o rio-branquense. O tipo de pesquisa, de caráter interdisciplinar, é de base qualitativa e foi elaborada por meio de entrevista de profundidade, com dois sujeitos do sexo masculino. As entrevistas foram efetuadas com base nos pressupostos de Gaskell e Bauer (2002), e o material de investigação foi analisado pelo viés dos estudos identitários e à luz da perspectiva de Bakhtin e seu Círculo, particularmente nos seguintes eixos, constitutivos da linguagem: plurilinguismo, compreensão responsiva e acento de valor. Com o auxílio do suporte teórico, verificamos que os enunciados dos pesquisados dialogam com outros enunciados, e o imbricamento da diferença e da integração (re)constrói constantemente suas identidades, sustenta e questiona o discurso da irmandade.

Palavras-chave


irmandade; identidade; fronteira; discurso; vozes sociais.

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e-ISSN: 1984-4301 

 

Avaliação do Qualis CAPES - 2013/2016

ÁREA CAPES - Linguística / Literatura

CLASSIFICAÇÃO DE PERIÓDICO - B1



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