Um mosaico incrustado entre dois mitos: a narrativa paradoxal de Partes de África

Gustavo Rückert

Resumo


De acordo com o sociólogo Boaventura de Souza Santos, Portugal baseou seu processo de constituição identitária não em um, mas em dois mitos fundadores. O mito primeiro, da expansão marítima, com a crise do sistema colonial e a perda das colônias, deixou de prevalecer e o mito emergente, da Europa, passou a configurar como fundacional na busca por uma nova identidade. Dessa forma, a desconstrução das crenças e dos conceitos do passado assumiu importante papel nesse processo, sendo tópico comum na literatura portuguesa das últimas décadas. O presente trabalho, portanto, pretende analisar a representação por meio de recursos narrativos da decadência do mito expansionista e a emergência do mito europeu em Partes da África, o primeiro romance pós-colonialista português, escrito por Helder Macedo em 1991.

Palavras-chave


Helder Macedo; Partes de África, mito; narrativa; identidade.

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e-ISSN: 1984-4301 

 

Avaliação do Qualis CAPES - 2013/2016

ÁREA CAPES - Linguística / Literatura

CLASSIFICAÇÃO DE PERIÓDICO - B1



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