A inadequação da certeza sensível em Hegel: uma objeção ao conhecimento imediato

Maria Martins (UFC)

Resumo


RESUMO: Este artigo tem como principal objetivo avaliar o primeiro capítulo da obra Fenomenologia do Espírito (1807), de G.W.F. Hegel. O capítulo corresponde à “certeza sensível”: a forma mais simples e imediata de experiência que o sujeito realiza ao tentar apreender a verdade sobre os objetos. A pergunta central que se coloca é: como entender a nossa forma cognitiva mais básica e imediata de confrontação com o mundo? Hegel entende que mesmo a mais simples relação entre um sujeito e um objeto sofre a mediação de um terceiro elemento, neste caso a linguagem, pois, apesar de o sujeito não ser ainda consciente de si, mas consciente de um objeto, a reflexão se faz presente e, de certa forma, “obriga” o sujeito a oferecer provas daquilo que julga conhecer única e exclusivamente através dos sentidos. Examinar a articulação que Hegel faz da primeira estrutura da “consciência” é fundamental tanto para identificar a presença do movimento dialético, mesmo nos níveis mais pobres de acesso ao conhecimento, quanto para entender como o conceito de espírito começa a ser gestado a partir das experiências que a consciência realiza.


Palavras-chave


Certeza Sensível; Fenomenologia do Espírito; Hegel; Linguagem

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e-ISSN: 1983-4012


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