A CONFRONTAÇÃO DE HEIDEGGER COM A FILOSOFIA PRÁTICA DE ARISTÓTELES

José Francisco dos Santos (UNISINOS)

Resumo


Desde o começo das atividades acadêmicas de Heidegger percebe-se a renovação radical da filosofia. Heidegger propõe um pensar filosófico que parte do mundo da vida, de um mundo que está no acontecer histórico e temporal. Porém, para sua proposta vir acontecer, Heidegger retorna aos gregos, de modo especial a Aristóteles, aonde o mesmo irá se apropriar num primeiro momento, para depois se confrontar com a filosofia prática de Aristóteles. Ao analisar a confrontação se percebe que o ponto de partida do jovem Heidegger é a pergunta pelo sentido da vida humana. Num segundo momento está mesma pergunta será o que conduzirá o jovem Heidegger a se perguntar pelo sentido do ser. As interpretações fenomenológicas da filosofia prática de Aristóteles possibilitam ao jovem Heidegger acessar fenomenologicamente a vida. Para isso a filosofia deve ocupar-se da vida fática, da experiência do Dasein. Nos cursos que precedem Ser e Tempo encontraremos uma proposta de filosofia que tem como tarefa principal manter a faticidade da vida e de fortalecer a faticidade do Dasein. Em outras palavras o jovem Heidegger está propondo uma nova concepção de filosofia, uma nova ciência que tem como pano de fundo a análise do fenômeno da vida humana.

PALAVRAS-CHAVE: Fenomenologia. Hermenêutica. Confrontação. Vida fática.

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e-ISSN: 1983-4012


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