Uma análise do Leviatã enquanto metáfora e representação

Mateus Matos Tormin

Resumo


Este pequeno artigo está divido em quatro seções. Na primeira, retomo trechos do livro The elements of representation in Hobbes, de Mónica Vieira, com o intuito de introduzir nosso tema: o Leviatã enquanto metáfora e representação. Ressalto a importância, resgatada por Vieira, do elemento estético da teoria da representação em Hobbes, e retomo trechos em que a autora analisa a metáfora e seu uso em Hobbes. Concluo essa primeira seção com uma citação que é, ao mesmo tempo, um convite para examinarmos o Leviatã enquanto metáfora. Nas seções 2 e 3, aceito esse convite e procedo a uma inspeção da metáfora. Em um primeiro momento (seção 2), procuro reconstruí-la conforme apresentada por Hobbes já no primeiro parágrafo de seu livro; ao fazer isso, busco também analisá-la, tentando explicitar os significados sugeridos pelo texto hobbesiano. Em um segundo momento (seção 3), com base em um ensaio de Carlo Ginzburg, levo o exame da metáfora adiante ao explorar a questão da semelhança entre o Leviatã e a religião — ressaltando a centralidade do medo enquanto paixão na explicação tanto do fenômeno religioso, quanto do político. Na quarta e última seção, retomo o percurso brevemente. 


Palavras-chave


Leviatã; metáfora; representação; estado; religião

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1983-4012.2018.2.31957

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Previsão: 06/07/2020


e-ISSN: 1983-4012


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