A intencionalidade da vontade como faculdade de ação no “De Libero Arbítrio” de Agostinho

Matheus Jeske Vahl

Resumo


A teoria agostiniana da vontade é desenvolvida dentro da elaboração da estrutura fundamental de sua ética, onde o problema acerca da origem do mal e da responsabilidade humana surgem como motivação. Agostinho apresenta a vontade como uma faculdade ativa da alma pela qual o homem exercendo sua liberdade, projeta-se no mundo. Embora seja neutra, ela é suscetível às influências tanto das sensações produzidas pelas relações do homem com o mundo objetivo, quanto do que lhe é transmitido pela razão. Através do entendimento e discernimento destas influências psicológicas, o homem age tanto construindo sua identidade como reduzindo sua condição ontológica.

Palavras-chave


Vontade, Existência, Mundo, Liberdade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1983-4012.2017.1.26032

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