Dialética e o jogo dos contrários

Michele Borges Heldt (PUCRS)

Resumo


Na dialética, a contradição mostra-se como sendo de suma importância, na medida em que a mesma é entendida como a força propulsora de todo o movimento dialético, e onde a primeira forma de contingência já se faria presente junto do próprio ser, na medida em que algo, mesmo existente, pode sempre não existir. Entretanto, de acordo com Cirne-Lima, a transformação gradual de contingência em necessidade que ocorre na dialética hegeliana, em sua última consequência, conduziria à eliminação do sujeito concreto e individual. Nesse sentido, o mesmo propõe que a ideia absoluta não seja entendida como um “ser-necessário”, mas sim como um “dever-ser”, que permitiria a possibilidade de que as coisas que são determinadas de um modo, sob certas circunstâncias, pudessem ser de outra maneira.

Palavras-chave


dialética, contradição, ser-necessário, dever-ser.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1983-4012.2014.2.18326

e-ISSN: 1983-4012


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