A dicotomia público/privado revisitada: uma crítica feminista às teorias morais

Maria Eduarda Ota (PUCRS)

Resumo


As dicotomias que estão no cerne das teorias morais universalistas entre público e privado, justiça e vida boa, vêm sofrendo importantes críticas por parte de feministas da Teoria Crítica. Autoras como Seyla Benhabib, Iris Marion Young e Nancy Fraser acusam tais teorias de serem “gender blind”, ressaltando que “a dicotomia público/privado como princípio de organização social, e sua expressão ideológica em várias concepções de razão e justiça são prejudiciais às mulheres” (BENHABIB, 1987, p. 16). Com convergências e divergências em suas críticas e propostas teóricas, as três autoras situam-se num projeto feminista mais amplo de reconstrução teórica. O presente trabalho busca apresentar a discussão referente à dicotomia público/privado bem como os projetos de teoria crítica feminista presentes nas obras de Benhabib, Young e Fraser.

Palavras-chave


Feminismo. Teoria Crítica. Dicotomia público/privado.

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Previsão: 06/07/2020


e-ISSN: 1983-4012


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