Resultados do mesilato de imatinibe no tratamento da leucemia mielóide crônica: uma revisão bibliográfica

Luci Rosete dos Santos, Fernanda Bueno Morrone

Resumo


A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma doença mieloproliferativa clonal que surge da transformação neoplásica das células progenitoras pluripotentes, resultando em uma granulocitose progressiva. É um protótipo de câncer desencadeado por uma alteração cromossômica específica, a t (9:22) que origina o cromossomo Philadelphia (Ph). Esta translocação resulta na formação de um gene quimérico BCR-ABL, que possui alta atividade tirosinoquinase sendo responsável pela proliferação celular maligna na LMC. Um progresso dramático no tratamento da LMC foi conquistado com o surgimento do inibidor da tirosinoquinase Bcr/Abl, o mesilato de imatinibe. O imatinibe induz altas taxas de resposta citogenética e molecular com alto índice de sobrevida. Apesar destes avanços obtidos com a utilização do imatinibe, tem surgido resistência clínica depois da administração regular do fármaco, devido a múltiplas causas e, assim, células BCR-ABL positivas persistem na medula óssea e sangue periférico de alguns pacientes, levando, então, a um incentivo de esforços para o desenvolvimento da segunda geração de inibidores da tirosinoquinase. O presente artigo visa descrever os resultados do mesilato de imatinibe no tratamento da leucemia mielóide crônica, na forma de revisão bibliográfica.
Palavras-chave: Leucemia mielóide crônica. Mesilato de imatinibe. Oncogene BCR-ABL.

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ARTIGO



e-ISSN: 1983-1374

 

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