Depressão e mobilidade em idosos com dor crônica, institucionalizados e não-institucionalizados

Amanda Rodrigues dos Santos, Bruna de Moraes Lopes, Marta Lorenzini, Thais de Lima Resende

Resumo


Introdução: Diferentes estudos mostram uma relação entre a dor e o envelhecimento, a qual é associada com uma maior prevalência de doenças crônicas e psiquiátricas, sendo a depressão a mais comum. Com o aumento da população idosa e da expectativa de vida faz-se necessário ampliar o conhecimento sobre como a dor e a depressão afetam os idosos.
Objetivo: Em idosos institucionalizados e não-institucionalizados, determinar a presença de dor e depressão, analisar a relação entre dor crônica, mobilidade e depressão e comparar os grupos de idosos em termos da presença desses desfechos.
Materiais e Métodos: A amostra foi composta por 259 indivíduos com dor crônica, sendo 222 residentes na comunidade (COM; 71,8 ± 7,4 anos), e 37 idosos institucionalizados (INST; 78,1 ± 7,1 anos). Os participantes preencheram a Escala Análogo Visual de Dor (EAV), o Questionário de Depressão Geriátrica e realizaram o teste “Timed Up and Go” (TUG).
Resultados: O sexo feminino predominou em ambos os grupos (COM = 77,9%; INST = 86,5%). O grupo institucionalizado apresentou maior escore na EAV (COM = 4,8 ± 2,7 ; INST 5,1 ± 3,0) e tempos maiores no TUG (COM = 13,3 ± 5,7 s; INST = 27,1 ± 18,7 s). A relação entre TUG e EAV mostrou-se independente, exceto para aqueles sem depressão, para quem uma forte relação negativa foi encontrada (r= -0,900; p=0,047).
Conclusões: Idosos institucionalizados apresentaram mais dor e menor mobilidade do que os residentes da comunidade. É necessário o aprofundamento do assunto, visando às diferenças entre cada grupo, para assim reduzir o impacto provocado pela dor crônica.

Palavras-chave


idoso; dor; locomoção; depressão.

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ARTIGO



e-ISSN: 1983-1374

 

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