Status da consoante pós-vocálica no português brasileiro: coda ou onset com núcleo não preenchido foneticamente?

Dermeval da Hora, Juliene Lopes Ribeiro Pedrosa, Walcir Cardoso

Resumo


O Português Brasileiro (PB), quando se trata do preenchimento da coda, só licencia as consoantes líquidas /l, r/, a nasal /N/, a fricativa coronal /s/ e, para alguns, os glides. Pelo fato de a coda ser a posição mais débil da estrutura silábica (Selkirk, 1982), a variação que permeia os segmentos que a preenchem, seja na posição interna ou final, é muito comum no PB, conforme comprovado pelos diversos estudos sociolinguísticos até então realizados (QUEDNAU, 1993; TASCA, 1999; HORA, 2003, 2006; VOTRE, 1978; CALLOU, LEITE, MORAES, 1994; BRESCANCINI, 1996; RIBEIRO, 2006). Tomando como base o dialeto paraibano, os resultados analisados levam-nos a constatar que existe comportamento diferenciado das consoantes pós-vocálicas nas posições interna e final. Para respaldar a discussão, utilizaremos as propostas de Harris e Gussmann (1998) e Ewen e Hulst (2001). A análise da consoante, em posição final de sílaba leva-nos a duas possibilidades: uma seria considerá-la como coda que tende a apagar, priorizando sílabas CV; a outra, seria entendê-la como onset com núcleo não preenchido foneticamente.

Palavras-chave


Consoante pós-vocálica; Coda; Onset; Fricativa; Líquida

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e-ISSN: 1984-7726

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