Testemunhar em poesia: o caso de Marc de Larréguy

Marion Carel, Dinah Ribard

Resumo


Como testemunhar declarando, paradoxalmente, não ter assistido aos acontecimentos? Este é, no entanto, o caso de Marc de Larréguy, cujos poemas nós examinamos aqui, poemas escritos no fronte, a respeito da guerra, durante a Primeira Guerra Mundial. Desenvolvemos a hipótese de que esses poemas nos parecem testemunhar porque seu autor faz o ato ilocutório de testemunhar, ou melhor, porque os conteúdos são prefixáveis por um eu testemunho que. Eles nos parecem testemunhar, não porque são testemunhos, mas porque dizem ser testemunhos. O valor ilocutório é apenas pretendido.


Palavras-chave


Poesia. Testemunho. Ilocutório.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7726.2019.4.33978

e-ISSN: 1984-7726 | ISSN-L: 0101-3335


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